terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sobre a morte de Cristo

Imagino que todos vocês já ouviram falar do filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson. 
Gibson é cristão ortodoxo e fez questão de produzir cenas bem sangrentas. Apesar de tudo, ele não segue muito bem os 10 mandamentos, visto que várias vezes foi preso por espancar sua esposa. 

Cristo nasceu, viveu e morreu como judeu. O establishment (ordem ideológica, econômica e política) judaico da época estava louco para ver-se livre de um rabi que considerava herege (e os sacerdotes o acusaram à autoridade romana). Foi então condenado à pena de morte, que naquele tempo era a crucificação, um sofrimento indescritível. 

''Deus, para testar a fidelidade de Abraão, ordenou-lhe que lhe sacrificasse o próprio filho, Isaac, o seu favorito. Você mataria seu filho se Deus lhe pedisse? Olhe bem pra
seu filho e responda: lhe passa pela cabeça atender a tal exigência? Embora Deus
tenha desistido, Abraão estava totalmente disposto a imolar Isaac e, após
amarrá-lo sobre o altar, já levantava a faca para enfiá-la em seu coração, quando
o anjo mandou-o parar e apontou para um cordeiro que apareceu por milagre.

Talvez aí, no gesto de Abraão, tenha nascido o fundamentalismo religioso que tem sido um dos maiores assassinos da história da humanidade: "matar em nome de Deus, porque Deus quer''.

O Cristo massacrado de Mel Gibson é terrível e deve ter sido assim mesmo o seu massacre. Recuso-me a aceitar a ideia de que Deus não tinha modo melhor de salvar a humanidade do que submeter seu filho aos mais atrozes tormentos.

Jesus é Deus?
Nesse caso a coisa se complica ainda mais porque sendo Deus e Homem, como separar o pai do filho? Não consigo aceitar a ideia de que Deus e Jesus são a mesma pessoa.
Os muçulmanos negam a crucificação de Cristo, e o consideram um segundo profeta. Não entendem de jeito nenhum a Santíssima Trindade e acusam os cristãos de politeísmo. Não, eu não concordo com os muçulmanos. Apenas cito aqui o que ouvi de um amigo que professa essa religião.

O Cristo que me interessa é o que prega o amor ao próximo, o que manda dar a
outra face, o Cristo do Sermão da Montanha, o Cristo que detém a mão
justiceira dos que iam apedrejar a adúltera, desafiando-os a olhar para os
próprios pecados. Esse é o Cristo pelo qual seus seguidores deveriam viver.

Não adianta assistir a uma longa sessão de tortura e sair do cinema levando para casa uma coroa de espinhos, um cravo ou uma camiseta de merchandising. Cristo não é um produto.

Gosto de acreditar em um Cristo que ensina a amar ao próximo e não em orações decoradas ou em versículos fatais que se não merecerem crédito, vem o comentário: "Ah, então você não é Cristão"
Não gosto disso e de qualquer outra coisa que não encontre eco em
qualquer dos ensinamentos do Senhor.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia de Kardec

No dia 3 de outubro de 1804 nascia em Lyon Hippolyte Léon Denizard Rivail, que veio a ser o Codificador do Espiritismo, conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec. Em frente ao local onde existia a residência de sua família foi inaugurado um significativo monumento em homenagem ao destacado cidadão de Lyon, em abril de 2005. Seus livros são as Obras Básicas do Espiritismo.




Leia mais: Kardec – a base fundamental (para quem gosta do espiritismo)