quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Filosofando

Parece que todos os heróis de Dostoievski se questionam sobre o sentido da vida. Não tenho a ousadia de querer me  igualar a um deles, mas tenho a pretensão de querer ser mais um humano desse planeta a tentar entender o porquê de tudo.

Considerando apenas a biologia do homo sapiens talvez seja fácil de entender a vida. Nascer, crescer, reproduzir (perpetuando a espécie), envelhecer e finalmente  morrer por exaustão das células. Esse é  o ciclo normal dos viventes se nada intervir, tal como um terremoto, furacão, doença ou bala perdida,  que cause a morte prematura da pessoa. 

Mas não é isso que me cutuca, que me angustia, que me tira o sono e me faz dialogar com as sombras. Quero uma explicação que vá além da biologia, da ciência, da anatomia, do DNA. Quero entender a explosão de sentimentos contraditórios dentro do coração, das lágrimas que brotam da tristeza profunda sem razão e com razão de ser. Quero entender a dor da saudade - e o que a causa, o desejo da morte, o desejo do nada e o porquê disso tudo.  Porque a vida não é somente segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo.

Para existir a vida não é necessário ter o corpo intacto e o coração pulsando. Às vezes tudo isso está presente e falta algo, uma luz, uma claridade que movimenta o ser e o faz interagir com os outros seres. É sobre essa luz, essa centelha que quero explicação. É isso que me interessa. E não sei o que é.



"Sou realista no sentido mais alto da palavra, sou realista da alma humana."
 Fiodor Dostoievski

(Selma)

Que país é esse?

Tenho pouco tempo para ver TV, mas basta prestar atenção em qualquer telejornal para se ouvir notícias de pessoas morrendo em corredores de hospitais e mais recentemente ouvi o caso de uma moça que perdeu filhos gêmeos na porta da maternidade por não haver vaga no hospital. Casos como esses não são raros. Está cada vez mais comum crianças nascerem em bancos de salas de espera de hospitais, em bancos de metrô, dentro de carros de polícia, de bombeiros... Às vezes porque não houve tempo para a chegada em hospitais, as vezes porque a mãe estava a procurar por uma vaga em alguma maternidade.
Mas o problema não se resume somente às gestantes. O caos é geral: estende-se aos velhinhos, aos acidentados, a falta de despreparo dos técnicos de enfermagem, à falta de atenção das enfermeiras, ao interesse financeiro dos médicos mal pagos. Falta de equipamentos nos hospitais. Falta de salas. Falta de estrutura.
Infelizmente o problema também não é só da saúde, é também da falta de emprego na área da educação. Dos professores mal preparados e mal remunerados. Da falta de educação das crianças e adolescentes que chutam diretores e mordem professores e as mães dizem que não sabem de nada e ainda surram os funcionários da escola.
O problema também é do trânsito, da velocidade, da bebida, dos policiais muitas vezes corruptos. Das drogas, do tráfico. Da política. De alguns senadores, de alguns ministros, de alguns deputados, de alguns prefeitos, de alguns vereadores...


E hoje me deparei com essa notícia, com essa triste notícia....
Pois é, o Brasil está numa boa, dinheiro sobrando, tudo vai bem. Portanto, jogar 13 milhões fora não tem problema algum. Só uma pergunta... De onde vem esse dinheiro?




O Governo Federal vai investir 13 milhões de reais em uma estátua com a imagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, maior que o Cristo Redentor, que será construída em Brasília e servirá como monumento do patrimônio público. Na tarde deste sábado (11/08/2011), a Presidenta Dilma assinou a liberação do dinheiro para dar início à obra.

A assessoria do PT aplaudiu a rapidez da presidenta em liberar a verba para que a estátua seja construída o mais breve possível. O local exato da construção ainda será definido, mas a ideia é fazer o monumento ficar próximo do Palácio do Planalto e poderá ser visto de qualquer lugar de Brasília.

Na estátua Lula irá segurar uma estrela, símbolo do PT. No Senado Federal, os senadores petistas disseram que a estátua do Lula será, no futuro, uma das oitavas maravilhas do mundo.

http://www.g17.com.br/noticia.php?id=69



Sem comentários...
(Selma)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Lei Kassab proíbe uso do celular nos bancos



Na Paulista. Entre os clientes, maioria conhecia a nova lei, mas continuava usando o aparelho dentro das agências - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Na Paulista. Entre os clientes, maioria conhecia a nova lei, mas continuava usando o aparelho dentro das agências

Felipe Tau e Gio Mendes - O Estado de S.Paulo
No primeiro dia em vigor, a lei municipal que proíbe o uso de celulares dentro de agências bancárias da capital paulista foi ignorada por bancos e clientes. O objetivo é coibir o crime conhecido como "saidinha de banco". Não é permitido falar ao telefone nem mandar mensagens.
Na tarde de ontem, foi possível falar ao telefone em sete agências na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Nenhuma havia afixado cartazes com cópia da lei ou sinalização indicando a proibição, como determina o texto sancionado na sexta-feira pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido).
A reportagem visitou agências do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, HSBC, Citibank e Caixa. Entre os clientes, a maioria conhecia a nova lei, mas continuava usando o aparelho. "É para nossa segurança, mas não dá para ficar sem usar o celular enquanto você está na fila", disse o técnico em eletrônica Ricardo Ribeiro dos Santos, de 32 anos, na saída do Itaú. Ontem, ele não foi abordado em nenhum momento por falar ao celular na agência, nem mesmo ao passar por seguranças ou funcionários. O mesmo ocorreu com os demais clientes, que iam e vinham com seus aparelhos sem problemas.
A cabeleireira Ruth de Souza, de 33 anos, aprovou a medida, mas tentou usar o celular em outra agência do Itaú. "Está sem sinal, mas acho ótimo que tenha algo assim, tem sempre alguém de olho na gente."
Adequação. No Banco do Brasil, uma funcionária afirmou que o uso do celular estava liberado e disse que não havia nenhum aviso sobre a nova lei na agência.
O Itaú informou que está treinando seus funcionários e confeccionando cartazes informativos para se adequar à nova lei, "que traz uma mudança cultural importante". Os demais bancos informaram que estão trabalhando para se adequar à nova lei.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou que a proibição ao celular contribui para o combate à "saidinha de banco". "Somente proibir o uso do celular é insuficiente. É fundamental promover ações conjuntas entre bancos, órgãos do poder público, municipal ou estadual, e a sociedade, de combate a essa modalidade de crime, devendo a questão ser tratada sob o foco da segurança pública", disse a entidade, por meio de nota.
Nos próximos dias, a Febraban pretende discutir com a Prefeitura de São Paulo a regulamentação da lei. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras afirma que 700 agentes devem fazer a fiscalização da nova regra.
Nas cidades onde a legislação já existe, a Febraban tem orientado os bancos a fazer a divulgação da proibição por meio de cartazes. Se o cliente insistir, um funcionário pode adverti-lo, mas as instituições não têm poder de polícia para apreender o celular.
Multa. Apesar de já estar em vigor, a lei ainda não tem caráter punitivo. Para isso, depende da regulamentação. O texto afirma que os clientes não podem ser punidos pelo uso do celular no banco. Já as instituições podem ser multadas em R$ 2,5 mil em caso de infração. O valor dobra, se houver reincidência.

O Estado de S Paulo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Problema no iPhone 4

Hoje de tarde, a minha sobrinha ligou, informando que não conseguia ouvir pelo iPhone. Combinei com ela ir ao Shopping Praça da Moça, para trocar o aparelho.

Percebi que a minha sobrinha estava chateada, quase tudo funciona no iPhone 4, menos o receptor. Mais chateado estava eu, que escrevi centenas de crônicas no Blog da Selma, afirmando que o iPhone é um dos melhores do mundo.

Antes do encontro, procurei informações no suporte da Apple, e um deles falava justamente desse problema. De acordo com o suporte, é possível que a porta da fone estivesse sujo, e asolução era conectar e desconectar o fone de ouvido várias vezes. Mas, antes era preciso verificar se o problema era esse, bastando alterar o volume do aparelho, lá surgiria o nível do som, bem como detectaria o fone de ouvido, sem estar conectado.

Mas, esse não era o caso da minha sobrinha.

De noite, chegamos no Shooping, e em menos de um minuto, a atendente verificou que o problema era sério mesmo, e encaminhou o aparelho para a gerência. Em menos de meio segundo, o gerente voltou com o aparelho, informando que não é possível ouvir o receptor do iPhone 4, se o usuário não tirar o plástico que cobre o receptor.

Que mico... Que mico...

Frank K Hosaka
fhosaka@Uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

O futuro sem Jobs

Ele não inventou nada, mas envernizou criações alheias com encanto e expectativa que mantiveram vivo o sonho americano

O fim de uma era.
Steve Jobs, em uma de suas últimas aparições em público, no ano passado.
FOTO: ERIC RISBERG/AP

No início deste mês, no programa de entrevistas de Bill Maher, o astrônomo Neils Tyson, uma das principais autoridades em sua área no mundo atualmente, lamentou o fato de a crise econômica dos EUA ter obrigado o governo americano a cancelar o programa espacial. Ele disse que o rombo financeiro daquele país é astronomicamente maior do que todo o orçamento da história da agência espacial americana, a Nasa, e salientou que a importância de explorar o espaço vai além da astronomia: “Você se lembra de como era nos anos 60 e 70?”, explicava, “toda semana tinha uma matéria na revista Life sobre ‘a casa do amanhã’, ‘a cidade do amanhã’, ‘os transportes do amanhã’… Tudo isso acabou logo que paramos de viajar para a Lua. Nós paramos de sonhar.”
Ele se referia ao fim do sonho americano, que já vinha definhando desde o assassinato de Kennedy, passando pela Guerra do Vietnã e culminando com o escândalo de Watergate. É claro que o fim das viagens à Lua também mexeu com a autoestima do norte-americano, mas houve uma sobrevida, que aconteceu logo que os hippies ajudaram a transformar o Vale do Silício em uma das regiões mais inovadoras de todo o mundo. E é claro que essa transformação foi produto do trabalho de várias pessoas, mas um deles, o visionário, foi quem melhor encarnou o novo espírito.
Steve Jobs deixou, última quarta-feira, 24, o cargo de CEO da empresa que fundou em 1976 e que, há menos de um mês, chegou ao topo do mundo dos negócios, ultrapassando a Exxon Mobil no ranking das maiores de seu país. Uma trajetória fantástica, cheia de altos e baixos, que daria um filme bem mais interessante do que o feito sobre o Facebook, no ano passado.
Computador pessoal, interface gráfica, mouse, MP3 player, desenhos animados feitos em computadores, loja de distribuição digital, smartphone, tablet. Ele não inventou nada disso. Mas foi ele quem soube as cobrir com um verniz de encanto e expectativa a aparição de máquinas que apenas seguiam o conceito do sonho americano forjado nos anos 50.
São apenas eletrodomésticos, mas, como se referia Tyson em relação às invenções proporcionadas pela Nasa, eles nos ajudavam a criar uma noção de futuro. Nos davam uma perspectiva de horizonte próximo que nos fazia imaginar como seriam os próximos 5, 10, 50 anos.
A saída de Jobs da linha de frente da Apple coloca não apenas o futuro da empresa em xeque mas também o papel dos Estados Unidos na construção deste novo futuro. O país que regeu o século passado, o fez à base de produtos e aparelhos. Todo o chamado “imperialismo norte-americano” não seria bem sucedido caso não contasse com o aparato tecnológico que tornou carros, discos, tênis, jeans e camiseta, rádio, cinema, celulares e computadores parte do cotidiano de todo o planeta.
Mas o mundo mudou. E o presidente Barack Obama anunciou para seu país, no início do ano, que Google e Facebook, invenções norte-americanas, poderiam dar início ao que ele que se referiu como “o momento Sputnik da nova geração”, citando o primeiro satélite russo lançado no espaço, que deu origem à corrida espacial que colocou os EUA na Lua antes da União Soviética. Mesmo que isso aconteça, não veremos a possibilidade de um novo século americano. Pelo menos não do mesmo jeito que aconteceu no século passado.
Para começar, Google e Facebook não são produtos, são serviços. Ninguém os compra, todos apenas aderem a eles pelo fato de serem gratuitos. Não são palpáveis, não podem ser exibidos como símbolos de status e, por melhores que sejam, podem sim ser copiados e cair em desuso tão rápido quanto ascenderam. Além disso, ambos serviços vivem à sombra do fantasma e um totalitarismo digital, que faz o Google repetir “don’t be evil” (“não faça o mal”) como uma espécie de mantra para não cair em tentação e a figura de Mark Zuckerberg ser vista por mais de uma geração não como um visionário idealista, mas como um robô obcecado por controle.
Google e Facebook não têm ninguém tão carismático e reconhecido pelo público como a Apple tinha. Jobs segue a tradição dos grandes nomes que se consolidaram nos EUA, que une Benjamin Franklin, Henry Ford, Alexander Graham Bell, Levi Strauss, Thomas Edison e Bill Gates, homens que inventaram máquinas que deram origem a indústria inteiras, ao mesmo tempo em que personalizavam estas invenções. Jobs é o filho caçula desse cânone e, ao menos por enquanto, não surgiu ninguém que possa reivindicar o posto de prodígio temporão. Também não surgiu ninguém deste porte vindo da Índia, Rússia, China ou Brasil, o que dá alguma folga para os EUA.

O Estado de S Paulo - Alexandre Matias

Android ou iPhone?

Hoje, a minha sobrinha completou 21 anos, e está no terceiro ano de Direito, e faz dois meses que ela usa o celular da minha mãe, pois o dela foi roubado. Foi-se o tempo que passeava com ela em meus braços, mas hoje lembrei dela menininha e que trouxe muita alegria para mim, quando amargava a distância entre Diadema e Campinas, entre mim e a princesa. Assim, decidi presenteá-la com um novo celular. Apesar de gostar muito do Galaxy S movido a Android, a minha intuição me pediu para comprar o já batido iPhone 4, e foi aqui mesmo em Diadema que comprei o aparelho.

Ela adorou o presente, e é claro que começou a fuçar o novo aparelho. O primeiro trabalho é sincronizar o iPhone com o iTunes, e o iTunes reclamou que não era possível sincronizar, pois a versão que ela estava usando era muito antiga, tinha que ser da versão 10.1 para cima. Por sorte, eu tenho uma cópia do arquivo de instalação da versão 10.2.

Ela tem um netbook que é muito lento, levou mais de meia hora para instalar a nova versão do iTunes. O iTunes recuperou o backup do iPhone 3G que foi roubado e instalou no iPhone 4. O iTunes disse que tinha 18 atualizações disponíveis no App Store do Brasil, mas a minha sobrinha não tem uma conta nessa loja, porque ela ainda não tem nem cartão de crédito. O máximo que eu consegui foi criar uma conta nos Estados Unidos, por onde ela pode baixar os aplicativos gratuitos.

Mas adiante, ela mexeu no seu programa predileto, o Vade Mecum, mas ele alertou que havia uma atualização, e quando ela tentou atualizar, apareceu o meu nome na tela, pedindo a senha. Coloquei a minha senha, mas o iPhone não atualizou. Assim, voltei para o netbook da minha sobrinha, e coloquei a minha conta no iTunes, e consegui atualizar o Vade Mecum bem como várias atualizações que não ultrapassassem a barreira dos 10 mb (há seis atualizações com mais de 30 mb que não ousei baixar, pois a conexão de casa é muito ruim). E assim consegui atualizar o iPhone, bem como instalar o OPlayer, e com isso ela consegue executar as video-aulas da Tevê Jurídica que ela baixou do YouTube.

Ou seja, com a minha conta consigo baixar vários aplicativos no iTunes da minha sobrinha e de lá ela passa tudo para o iPhone. Eu acho o sistema da Apple muito mais seguro, qualquer aplicativo que você baixa, ele pede a senha. Já o Android da Google dá medo, ele nunca pede a senha.

Enfim, fiquei contente com o sorriso que saiu do rosto da minha sobrinha. Ela disse que o Vade Mecum melhorou muito com a nova atualização, o iPhone 4 é bem mais rápido que o iPhone 3G, e o Vade Mecum não procura mais a palavra na Legislação que você está lendo, mas em todas as legislações disponíveis em seu banco de dados.

Eu comprei o celular certo para a minha sobrinha!

Mas, só para tirar a prova dos nove, fui no meu Galaxy S e fui até o Android Market a procura do Vade Mecum. E lá estava: 3,45 dólares, muito mais barato que no App Store da Apple.

Será que eu fiz uma grande besteira?

Abri o Vade Mecum Jurídico Pro do Android, e pedi para localizar "homossexual" na Constituição Federal de 1988, e ele informou que não encontrou a palavra. Foi na tela do índice e pedi para procurar "político", e ele listou um monte de leis. Ao abrir uma delas, o aplicativo informou que não encontrou a palavra.

Enfim, o Android está chegando lá, mas a minha sobrinha precisava do Vade Mecum para ontem. Também falta no Android o Aurélio bem como o formulário do Handbase.

Concluindo, em termos de hardware, eu acho o Galaxy S e o Atrix muito melhor e mais sofisticado do que o iPhone, mas em termos de software, ainda tem muito desenvolvedor tentando criar coragem para migrar seus aplicativos para a plataforma Android, tomara que seja por motivos técnicos. Se eles não conseguiram bons resultados na App Store da Apple, aí nós que escolhemos o Android corremos o sério risco de ter um aparelho que não tem o programa que o iPhone tem e que faz muita falta. No meu caso, eu não preciso do Vade Mecum, mas o formulário do Handbase faz muita falta, principalmente agora que fiquei sabendo que eles já desenvolveram o formulário para o iPad e o iPhone.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

domingo, 28 de agosto de 2011

Quanta fé é necessária para ser ateu?

Numa matéria indicada pela Selma, a FGV conseguiu compilar o levantamento feito em 2009, concluindo que o número de católicos ainda é muito grande, cerca de 65%, e que há poucos ateus em nosso país. De acordo com o Sr Joseph, falta condição material para ser ateu. O nosso país ainda é pouco desenvolvido, não tem laboratório para estudar células, eletricidade, quando muito uma biblioteca para fazer consultas.

Imagine que você está passeando na praia, e lá na areia encontre uma mensagem assim: Adilson não gosta da Nihil, e você não vê ninguém na direita, na esquerda, nem atrás e nem na frente. No meu caso, eu entenderia que a Santa Tereza de Ávila estaria me alertando de que o Blog tem um problema e que eu preciso dar um jeito de consertar essa situação.

Já o ateu não consegue distinguir a assinatura de um santo e de outro santo. No caso do Sr Joseph, ele logo concluiria que foi o vento que escreveu aquilo, e acrescentaria na areia "Não faça como o Hosaka que tem medo danado de morrer", ou seja, ao invés de o ateu contemplar a beleza de uma mensagem, ele simplesmente emporcalha, leva a discussão para um patamar totalmente fora de contexto e de difícil previsibilidade.

Ou seja, quando você vê um católico se ajoelhar, não se preocupe, ele está começando a rezar, conversando numa boa com o santo que lho acolheu numa chuva de verão, ou algo semelhante. Já um ateu, é melhor sair de perto. Ser ateu é muito bom, mas exige muita fé para acreditar que o vento possa escrever algo sobre a Srta Nihil e o Srto Adilson.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

sábado, 27 de agosto de 2011

Handcent SMS, o Jonhy e o meu Galaxy S

O meu problema era colocar mp3 como alarme no calendário, e semana passada encontrei uma dica do Jonhy para instalar o Handcent SMS. Isso resolveu o meu problema do Calendário, mas trouxe um problema na hora de receber mensagens: recebia a mesma mensagem duas vezes, uma pelo aplicativo nativo Mensagens e outra pelo Handcent.

A solução que encontrei foi de eliminar o programa nativo Mensagens. Há cerca de um ano, o Jonhy escreveu um tutorial de como eliminar aplicativos nativos do Galaxy, e eu me dei muito mal. Então, decidi usar o Titanium Backup Pro. Tanto o Titanium como o Jonhy me alertaram que não se pode desfazer de certos aplicativos que são vitais para o aparelho: quais são eles? Eu não sei, só sei que não dava para ter dois programas de mensagens no mesmo celular.

Após desinstalar Mensagens através do Titanium Pró, percebi que o meu celular continuou funcionando normalmente. Fiquei tão empolgado que decidi desinstalar mais esses aplicativos que eu não sei para que servem:

Aldiko eBook
AllShare
Amigos agora
Dailly Briefing
Days
Dicas da tela inicial
E-mail
Economia e Negócios
Escrever e enviar
Folha Folha
Gmail
Gtalk
Layar
Manual do usuário
Mensagens (1.0 e 2.3.3)
Mini diário
Orkut
Samsung Apps
Simple Calendar Widget
Social Hub
ThinkFree Office

E o celular continuou funcionando. Desconfio que todos esses aplicativos ainda estão no celular, o Titanium só deu um jeito de ocultar os ícones da bandeja de aplicativos, baseado na premissa de que "o que o Android não vê, o usuário não sente", ou algo parecido.

Existe muita repetição nesses aplicativos, quase todos esses serviços consigo fazer pelo navegador, aliás, todos os meus emails eu guardo lá no Hotmail, sem pagar nada. O ícone de Contatos e o de Mensagens é desnecessário na tela inicial, quando a gente sabe que pode obter esses serviços através do aplicativo Telefone. Os contatos também podem ser obtidos pressionando continuamente a tecla Menu. Enfim, ícones demais atrapalham.

Dessa forma, consegui fazer do meu Galaxy S um celular enxuto. Para quem gosta de um celular sofisticado, eu recomendo usar o Go Launcher, ele tem vários temas, vários efeitos visuais, tudo muito bacana, mas eu desfiz dele porque a conexão PC com o Celular só funciona se você estiver na tela inicial do Go Laucher, coisa que sempre esquecia e me forçava a desconectar e conectar o cabo de dados mais de uma vez.

Ou seja, quando um aplicativo começa dar mais trabalho do que alegria, esse é um bom momento para tirá-lo do caminho. E é por essa versatilidade é que considero o Android um excelente sistema, pena que é necessário fazer root para ter um bom aplicativo como o Titanium no celular. Espero que no futuro o Titanium rode sem o root e habilite o modo depuração por conta própria, sem precisar da intervenção do usuário.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Paixão (poesia...)

Um homem uma mulher
vultos mal delineados na escuridão
-um querendo o que o outro quer-
continuam vultos mal delineados ao clarão…

…da lua mágica
que encantos distribui sobre a Terra
que inspira desejos e fantasmas
que suscita sombras enormes das heras
que cobrem os muros de uma casa.

O horizonte une os vultos que se aproximam
e que se instigam.
Logo, serão uma sombra e um som em uníssono
a adentrar a edificação sem estilo
a morrer para olhos e ouvidos-
a viver, para a noite e seus mistérios
a nascer no mundo dos sentidos-
paraíso de sonhos concretos.

As raízes das plantas, dão seiva às mesmas,
as sementes se transformam
os deuses colaboram
com os rituais de conservação.
A escuridão não tira da vida,seu labor
a natureza é egocêntrica
é produtiva, é falocêntrica
é seiva,é útero, é amor.

Eles achavam que não faziam parte da natureza,(o casal do começo)
mas o horizonte azulado
igualou-os a todos, em sua pureza
em sua beleza
em seu destino traçado

As sombras rarearam
A noite chegou ao fim
a vida enfim
seguiu seu caminho claro
de crescimento ou de multiplicação-
… … … … …
nos campos, vicejou a vegetação.”


http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4PRFA_pt-BRBR431BR431&q=heras&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&biw=819&bih=350

boa noite

Vou publicar a "poesia da semana",a seguir.

Não deixem o blog muito em silêncio- por esses dias.
Espero que gostem dessa de hoje- que foi publicada também no "Terapia da Lógica"- e que é uma das últimas registradas na minha página, aqui no blog.

Desejo inspirar os sentimentos e as  palavras dos leitores.

Natureza Viva 54-

O  endereço que será visto agora- da mesma orquídea bambu- postada na Natureza Viva 53,é  ainda mais bonito.
Aqui perto de casa,tem uma com um jardim formado por essas orquídeas.

Uma boa sexta feira a todos.

http://www.google.com.br/search?um=1&hl=pt-BR&rlz=1T4PRFA_pt-BRBR432BR446&tbm=isch&sa=X&ei=iQ1WTqHGOsWEtgepn4SmDA&ved=0CDMQBSgA&q=arundina+graminifolia+var+alba+x+semi-alba&spell=1&biw=1093&bih=392

Natureza Viva 53-


Dêem uma  olhada nos  links sugeridos no interior do endereço.(uns oito ou mais)


http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4PRFA_pt-BRBR432BR446&gbv=2&tbm=isch&q=arundina+bambusifolia&revid=1001500054&sa=X&ei=JQxWTvGYIpS2tweFle2KDA&ved=0CDMQ1QIoAA&biw=911&bih=327

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As religiões no Brasil

Fundação Getúlio Vargas divulga novo mapa das religiões no Brasil

Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. Em 2009, número caiu para 68,4%. Número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%. Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião.

A Fundação Getúlio Vargas divulgou, nesta terça-feira (23), um novo mapa das religiões no Brasil, traçado com base na última pesquisa de orçamentos familiares do IBGE.


A certidão de batismo é a lembrança do tempo em que Patrícia era católica. Hoje ela se diz sem religião e não faz questão que a filha de 8 anos escolha uma crença. “Eu acho que há pessoas que necessitam de uma igreja, de uma direção, e outras que não”, ela defende.
A maioria dos brasileiros ainda é de católicos, mas a queda no número de seguidores é maior a cada ano.

Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. Em 2009, o número caiu para 68,4%. A redução foi maior entre jovens e mulheres. O número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%. Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião: de 5,1% para 6,7%.
O mapa mostra, acima de tudo, que o Brasil é um país de diversidade religiosa e isso fica bem caracterizado nas capitais brasileiras.


O Rio de Janeiro tem a maior proporção de espíritas. São Paulo concentra mais seguidores de religiões orientais. Porto Alegre tem a maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras. Vitória é a cidade mais evangélica entre as capitais. Teresina tem a maior proporção de católicos. E é em Boa Vista que há mais pessoas sem religião.

Um mapa que ainda deve se alterar nos próximos anos. “Uma das coisas que mudaram mais, nos últimos 20 anos, eu diria que é a composição religiosa da população. Ela vinha mudando a uma determinada taxa, agora ela está mudando dez vezes mais rápido que nos cem anos antes”, avalia Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.



Edição do dia 23/08/2011  -  Jornal Nacional – Portal G1
23/08/2011 21h48 - Atualizado em 23/08/2011 21h48


(Selma)

ao Paulo Rogério, srta Nihil

Me habituei,a "chamar um ausente" nesse blog - vez por outra.
Escrevi mensagens para vários ex-gedautas do Terra, - alguns responderam.
Outro dia,vi vc.
Mas,vc sumiu.

Atualmente,o Teacher se encontra no JD,e eu,mais frequentemente,me encontro no "Terapia da Lógica".
Contudo- estamos precisando de postantes humanistas,bem humorados, e simpáticos,para esse nosso site,que vêm tentando reunir os ex-gedautas.
...o que vc está fazendo aí...só vendo a gente?  (rsrsrs...)
Não foi só o gd do terra que desapareceu.
Nossas  vidas mudaram nos últimos meses, a minha não fui exceção.
Decidi publicar minhas poesias- e é o que ando fazendo.

Conte as novidades.
Fale de religião do jeito que vc sabe,fale em bons temas, -
diga que estamos todos errados- como vc sempre costumava fazer...(kkkkkk...)
conte piadas, volte para a "família"- enfim.
Vamos montar uma imagem de "santa ceia do ex-gd do terra",em volta de uma mesa- repartindo o pão do verbo.
Proseie com  pessoas e com "joões".(os niques alternativos)

Abs.

Sapato para carregar celular

Dispositivo colocado no sapato pode carregar celulares, diz estudo

Aparelho é acionado por meio de caminhadas e gera energia suficiente para acionar telefones portáteis.

24 de agosto de 2011 | 19h 00
 
Dar uma caminhada poderá em breve ser o suficiente para carregar telefones celulares, depois que pesquisadores americanos descobriram uma maneira de gerar eletricidade a partir do movimento humano.
Colocado dentro de um calçado, o dispositivo capta a energia de pequenas gotículas líquidas e as converte em correntes elétricas.
A energia cinética já é usada para carregar aparelhos que exigem doses menores de energia, como relógios e sensores.
Os resultados da pesquisa realizada pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, foram publicados na revista especializada Nature Communications.
''Humanos, de maneira geral, são máquinas muito poderosas de produção de energia'', afirmou o professor Tom Krupenkin, do Departamento de Energia Mecânica da universidade.
Krupenkin afirma que, ''ao correr, uma pessoa pode produzir até um kilowatt de energia'', montante necessário, segundo ele, para carregar um telefone celular.
Vibrações
Em Tóquio, esteiras foram acopladas recentemente a duas estações de trem, para captar vibrações dos milhares de passageiros que caminham pelo local todos os dias.
A energia proveniente é usada para carregar uma série de dispositivos - entre eles, as portas automáticas das estações.
O novo mecanismo usa um princípio pelo qual a energia de gotículas microscópicas são convertidas em correntes elétricas.
Uma vez colocado no calçado, o dispositivo, que conta com milhares dessas gotículas, é capaz de gerar eletricidade.
Os cientistas ligados à pesquisa afirmam que a energia gerada é suficiente para carregar um telefone celular ou um laptop.
Um dos desafios, no entanto, continua sendo passar a energia para o aparelho portátil. Uma das possibilidades seria instalar um pino no sapato, ao qual um cabo pudesse ser acoplado.
Outra solução, um pouco mais sofisticada, proposta pela equipe da Universidade de Wisconsin é fazer com que o gerador de energia se conecte a um transmissor sem fio. Sinais poderiam ser transmitidos ao aparelho por meio de tecnologia bluetooth ou wifi.
Os dois cientistas envolvidos com a pesquisa, Ashley Taylor e Tom Krupenkin, pretendem agora comercializar a tecnologia que criaram, em uma empresa fundada há pouco pela dupla, chamada InStep Nano Power (ou "Nanopoder no Passo", em tradução livre do inglês).
 
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O cordão de prata e a camiseta do 233

" Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Eclesiastes 12:6-7).



CORDÃO DE PRATA - Como o próprio nome sugere, trata-se de uma espécie de "cordão" que liga o perispírito ao corpo físico. É imprescindível à vida carnal, pois assegura a perfeita realização das funções biológicas vitais durante o período do sono natural, quando então o espírito se desprende do corpo físico para interagir no mundo espiritual, embora sempre seu corpo e seu perispírito estejam sempre ligados através do chamado cordão de prata. O cordão de prata é pré-requisito essencial para a vida orgânica, posto que no momento da morte física ele se rompe. Em alguns meios "espiritualistas" com pouco estudo, há uma discussão sobre os "perigos de rompimento" de tal cordão espontaneamente, durante o conhecido fenômeno das projeções para fora do corpo, como se algo no Universo pudesse acontecer "espontaneamente", ou seja, sem o consentimento e o conhecimento de Deus. Esse temor não tem lógica, nem sentido algum, a não ser que seja "a hora exata" de o indivíduo desencarnar. O cordão de prata não é feito de material suscetível a atritos ou a acontecimentos que possam vir a "rompê-lo" - esse tipo de pensamento não apenas contraria diametralmente a lógica mas, sobretudo vai inteiramente contra os ensinamentos estabelecidos pela Codificação Kardequiana.

O que estava escrito na camiseta do 233 que eu não consegui ver? Será que meu cordão de prata era “curto” e eu não consegui ir até o Rio de Janeiro? Mas vou contar para vocês as impressões que tive nos dias em que tentei visitar o 233 em “espírito” para ver o que estava escrito na tal camiseta que ele usava...


Lembro-me que me concentrei não uma única noite, mas várias noites para tentar visitar o 233 em espírito. Esse tipo de coisa – penso eu – não se consegue de imediato e com hora marcada. Acho que é preciso tentar várias noites seguidas e ficar com o pensamento firme na cabeça, pois a tendência é esquecer de tudo ao se adormecer.

Mas eu me lembro que numa das noites, ao tentar me fixar no meu intento, sonhei que voava e de repente cheguei a uma rua cheia de casas, de ambos os lados. Era uma ladeira, e a casa do 233  tinha um portão desses que têm um buraquinho por onde se coloca a mão para abrir por dentro (pelo menos foi a impressão que me passou). Na frente havia um jardim e um pé de rosas vermelhas. Parece que aqueles tijolos chamados “elementos vazados” faziam parte do muro.

A porta principal da casa  era estilo anos 70, de ferro tipo uma grade, com uma parte removível com vidro (semelhante a uma porta da casa de minha avó).  Devido a anatomia do terreno, parece que a casa  possuía dois andares: o primeiro andar já com acesso direto na entrada principal e o térreo ficava abaixo e parece que era nesse andar térreo onde ficava o computador do 233.

Não sei dizer mais nada...  O que tinha a camiseta do 233? Seria uma camiseta preta com o nome de uma banda de rock ou uma do time do Flamengo?

Só sei que acordei com a nítida impressão de que havia visitado a residência do nosso amigo. Quem poderá confirmar os detalhes é só ele, lógico...


Será que acertei?
Ahahah!








terça-feira, 23 de agosto de 2011

O faraó da Cantareira

Por Rodrigo Burgarelli
Quão verossímil parece ser a história de uma estatúa egípicia negra caindo de paraquedas no quintal de uma casa no pé da Serra da Cantareira? Cinco testemunhas juram de pés juntos que isso de fato aconteceu. Nenhuma delas, porém, sabe explicar que motivo alguém teria para jogar um artefato desses de um avião – ainda mais sobre uma das mais importantes áreas de proteção ambiental da cidade.
Os relatos são de seguranças contratados pela Prefeitura de São Paulo para fazer guarda em um terreno de 1 milhão de m² que, futuramente, vai abrigar o Parque Linear do Bispo, na zona norte. Foi um deles que, na ronda diária de praxe no começo do ano, descobriu a estátua jogada no meio do mato, amarrada em uma grande lona preta que funcionaria para amortecer a queda. O objeto representa um homem forte com pinta de faraó, usando saiote e braceletes dourados e um turbante egípcio estilo “Tutancâmon”. O fundo, oco e aberto, possui as bordas pintadas de vermelho.
farao.jpg
Sua primeira reação foi chamar os companheiros para elaborar um veredicto sobre o objeto. Na hora, não houve dúvidas: era despacho, e dos fortes. A Estrada de Santa Inês, onde ficará a entrada do futuro parque, é conhecida como um dos pontos prediletos para os rituais afrobrasileiros, comuns na região. “Aqui você tem que andar tomando cuidado, porque qualquer bobeada pode ser um chute ou pisão em alguma macumba”, diz um dos seguranças. Nenhum quis dar o nome para a reportagem.
Mas essa hipótese começou a perder força depois de um tempo. Afinal de contas, alguém já ouviu falar de despacho jogado de avião? Surgiram então outras explicações – “podiam querer isso aí para colocar droga dentro e transportar, não sei”, cogita outro  –, mas nenhuma realmente convenceu. Como o susto inicial já havia passado, eles acharam que deixar o artefato no mato era desperdício e decidiram levá-lo para um lugar com mais destaque.
Agora, a estátua está amarrada bem em uma árvore bem em frente à casinha azul, e qualquer um que sobe de carro a Estrada de Santa Inês em direção a Mairiporã pode vê-la do lado esquerdo da pista, um pouco antes do início do Parque Estadual da Serra da Cantareira. Se traz mau agouro, bem, isso ninguém provou. Mas talvez alguns moradores do Tremembé agora tenham quem culpar caso o tão odiado Trecho Norte do Rodoanel saia do papel – é bem ali, a poucos metros de onde está a estátua, que passará o novo tramo de44 km do anel viário.

O Estado de S Paulo

Blu-Ray: Nosso Lar

É um belo filme com um cenário bucólico e colorido e que conta a história de um médico que acorda no purgatório, onde sente sede, fome e muita dor. Depois de quinze minutos na escuridão, no meio do lixo, de garrafas, de poças de água, um retrato fiel de Diadema, eis que espíritos bondosos vem socorrê-lo e ele é arrebatado para o Nosso Lar, a metade do caminho entre a Terra e o Céu. Lá, ele recebe a trista notícia de que estava morto, sem falar do cardápio do café da manhã, do almoço e da janta.

Ele descobriu que o iPhone, o Android, e o Blog da Selma já tinham sido inventados desde o século XVI, mas levou um tempão para serem materializados na Terra, devido a um secular problema no processo de reencarnação: o inventor da ideia nunca conseguia lembrar do que havia inventado, só quando voltava no Nosso Lar. O nome do médico é Luiz, e descobriu que apenas duas pessoas rezaram por ele em toda a sua vida na Terra, ele ficou tão desgostoso que não quis saber de reencarnar. O problema não era a Terra, e sim o Nosso Lar. Então, ele decidiu o que nenhum médico ousou fazer, tanto na Terra como no Nosso Lar: estudar caligrafia, é o único médico de toda a Galáxia que tem letra legível.

Num dos serviços postais entre Nosso Lar e Chico Xavier, o Dr Luiz fez com que o mediúnico mandasse uma carta psicografada para Steve Jobs e uma outra para Selma, e assim surgiu o iPhone e o Blog da Selma no século XXI, na Terra.

Mas como todo espírito que se prese, o do Dr Luiz estava literalmente morto de curiosidade em saber  o que havia sucedido com a sua família carnal aqui na Terra, e como o governador de Nosso Lar estava muito contente com a brilhante ideia do Dr Luiz, concedeu o direito de ver a terra, sem passar pelo processo de reencarnação. Dr Luiz entrou de mansinho no quarto de sua mulher, e ficou pálido... bom, não vou contar o final, senão você não vai querer assistir,  o filme é muito bom, mas traz a triste notícia de que os problemas não acabam quando a gente morre, pelo contrário.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma missa

Quando Jesus caminhou por esse planeta há mais de dois mil anos, a sua tarefa era pregar o amor entre os povos, o entendimento e a fraternidade. Jesus era muito esperto, pois sabia que se todos seguissem seus mandamentos os problemas do mundo praticamente não existiriam: as guerras onde antes Dele e depois Dele os humanos se explodem bestamente, os homicídios, as traições, a grande maioria das tristezas. Mas quis e ainda quer o ser moderno ( e também queria o antigo) viver de um modo diferente, sobrepondo-se a tudo e a todos e deixando-se dominar por sentimentos escusos. A humanidade é sempre assim, prefere seguir o caminho tortuoso e de sofrimento, desce à escuridão em busca de luz.



Sexta feira passada  foi a missa de sétimo dia do falecimento de meu irmão. Ele era evangélico, mas como a maioria da família sempre professou a religião católica, resolveram que o ideal seria uma missa, para que sua alma estivesse em “paz”.
A igreja estava lotada. As conversas paralelas eram nítidas. O padre bem que se esforçou para transmitir paz e serenidade, citando o nome da família várias vezes.
Citou o livro de Rute, falou em moabitas, saduceus e fariseus.

Tornei a olhar a multidão presente  e imaginei se todos ali sabiam o significado  das  palavras “moabita”, “saduceu” e fariseu”. Esperei que o padre explicasse algo sobre o texto, mas nada comentou. Poderia ter explicado que Rute significa amizade e que moabita  era o habitante de Moabe, lugar que hoje é a Jordânia. Mas nada foi explicado e muito menos comentado sobre o texto lido.

Vale a pena ouvir algo que não se entende? E repetir frases decoradas?

O burburinho era intenso. Crianças passeavam de um lado para o outro. Na minha frente uma moça colocava uma bala na boca do namorado.
“Será que ela sabe o que é uma moabita?”. Pensei. Mas depois pensei também que saber o que era uma moabita nada tinha a ver com o espírito de uma pessoa que havia desencarnado há sete dias. Enfim, tudo aquilo era uma grande confusão sem sentido, sem significado. Era um senta e levanta imprevisível. E mais uma vez  cheguei a conclusão do porquê de haver me tornado Espírita.

Pensei em sintetizar todas as minhas impressões sobre a ocasião e colocar no blog. Lembrei-me do Hosaka. Afinal, ele era Católico... Será que ele frequentava as missas todas as semanas, ouvia trechos difíceis de entender da Bíblia, se  sentava e se levantava toda hora? Será que ele sabia que Rute era moabita? E que ela havia sido citada em uma missa de sétimo dia?

Mentalmente eu montava um texto... E passei meditando sobre esse texto... Se escrevia ou não... Porque às vezes eu me lembrava que um dia o William havia comentado no blog dele, que achava que se eu também tinha criado meu próprio blog, era porque eu deveria escrever muito bem. Mas ele havia acompanhado meus escritos e não tinha visto nada demais, ou seja, meus escritos haviam sido  (para ele) uma tremenda decepção...

Mas mesmo tendo visto esses comentários nada favoráveis, resolvi escrever  sobre as impressões que tive em uma missa de sétimo dia em que o padre falou sobre a Rute, sobre fariseus, saduceus e não explicou nada sobre o  que foi lido. Todo mundo levantava e sentava, repetia frases decoradas, e penso que para o morto não serviu de muita coisa.

Mas de qualquer forma valeu a intenção. Nada trará meu irmão de volta. Mas Kardec e os livros do Chico me garantiram que um dia iremos nos encontrar novamente.


"No fim dá tudo certo. Se não deu certo ainda é porque não chegou no fim". (Fernando Sabino)

 
Assim seja.






Selma

domingo, 21 de agosto de 2011

Os lançadores no Android


O Galaxy S vem originalmente com o lançador TWLauncher, mas ele não permite a mudança do ícone e nem o rótulo que acompanha o ícone. Claro que a Samsung não tem culpa se ela não é vidente, se não sabe como o cliente quer configurar o seu celular. Para tanto, a Google inventou o Android Market, onde você pode baixar vários aplicativos (muitos deles gratuitos) que ajudam a personalizar a cara do seu celular.

No exemplo acima, eu usei o lançador Go Laucher, com ele consegui criar um atalho que abre diretamente o Blog da Selma, bem como definir a bússola como a imagem, assim, ao invés de selecionar a Selma como favorito do navegador, é a Selma que abre o navegador para mim, mostrando o que o Sr Joseph, o Adilson e o Marciano Alado pensam da vida, bem como a Srta Nihil curtindo as flores no meio do inverno.

Ao contrário do iPhone, o Android permite que você projete no meio da tela alguns painéis com informações que ajudam a você não esquecer de pegar o guarda chuva (previsão do tempo) ou não esquecer de pegar a carteira para executar os seus compromissos, no exemplo acima eu usei o Widget Simple Calendar.

Mas tanto o Android como iPhone são celulares de exceção, é muito raro você encontrar alguém com um Galaxy, Atrix ou o iPhone. O mercado tem hoje um monte de celular chinês com dois e até cinco chips que acessam operadoras diferentes, tem tablets de R$ 200,00, enfim celulares que tentam imitar o lendário celular da Google e da Apple. Será que é possível conversar mais se usar a operadora de acordo com o número que você disca? Eles são jovens de 12, 15 e 20 anos, e falam o dia todo no celular, e eu fico uns vinte minutos na fila do banco, abro o blog da Selma, para ver o Sr Joseph contando aquelas piadinhas bestas e eu sem poder falar uma só palavra, o que me faz indagar: vale a pena ter um celular bacana só para ser insultado na Internet?

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

O cordão de prata

Na mensagem que recebi do Dr Esio, o cordão de prata é a ferramenta que Deus inventou para que os nossos espíritos possam sair de nossos corpos, fazer os seus passeios astrais, e voltar para o corpo de onde saiu originalmente. Isso é o que explica a lembrança confusa de nossos sonhos, talvez porque os nossos espíritos não tenham uma lanterna decente que possam iluminar os passeios noturnos.

Eu mesmo não lembro dos sonhos, talvez porque o cordão de prata tenha alguns centímetros ou porque o meu espírito goste de dormir comigo, seriam necessários vários kilometros de cordão de prata até encontrar o espirito da princesa loira de olhos azuis. E sem lanterna, a coisa só piora.

Assim, no mundo espiritual, eu posso concluir que os espíritos são diferentes, alguns têm cordão de milhares de kilometros, suficiente para chegar a Marte, e outros como eu e o Adilson temos um cordão que só chega no PC e de lá contemplar o Blog da Selma. Logo é inútil o Dr. Ésio afirmar que existe vida em Marte, se os nossos espíritos não conseguem nem sair do porão.

Termino essa crônica, desejando uma boa noite e sonhem até onde o cordão de prata alcançar. Como arranjar uma lanterna para o nosso espírito, isso o Dr. Esio não explicou.

Frank K Hosaka
fhosaka@Uol.com.Br. (11)8199-7091 Diadema-SP

sábado, 20 de agosto de 2011

Galaxy S: um roteador WiFi para o iPad

Aqui em São Paulo é possível usar o serviço 3G no celular Pré-Pago. A Vivo, por exemplo, cobra R$ 9,90 por mês, claro que a velocidade não é nem a metade do que a gente experimenta na banda larga convencional, e a situação piora, quando você consome 20 mb de informação - nesse caso, a velocidade cai para 30 kb/s levando você esperar até um minuto para deletar uma mensagem na sua caixa postal. Assim, para aproveitar melhor o acesso à rede 3G, o melhor é evitar de baixar vídeos no celular.

Hoje, decidi colocar atalhos da Internet na tela do Galaxy. Ao invés de abrir o navegador, e de lá usar a ferramenta Favoritos para abrir o Blog da Selma, decidi colocar um atalho para o Blog da Selma na tela principal do celular. Só que o título saiu truncado, e eu não sei como alterar o título do atalho. Pesquisando na Internet, encontrei uma matéria muito bacana na página http://androidtech.com.br/o-ipad-acessando-a-internet-pelo-galaxy-s/

O meu iPad é de pobre, ele não tem adaptador 3G, assim ele só consegue navegar na Internet, quando estou em casa, quando se conecta ao roteador WiFi. Graças ao vídeo que indico nessa mensagem, hoje aprendi que posso fazer do meu Galaxy S um roteador WiFi para o iPad. Isso não resolveu o meu problema do título dos ícones na tela principal do Galaxy, mas pelo menos já sei como resolver um problema cuja solução estava a todo tempo no meu bolso.

O vídeo alerta que o roteador WiFi consome muita bateria do Galaxy S, mas eu rezei tanto, mas tanto, que a Santa Tereza de Avila decidiu arranjar uma nova bateria para mim. Agora, posso usar a vontade o meu celular, pois sempre carrego a minha bateria de reserva comigo.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11) 8199-7091 Diadema-SP

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A mão do Sr Joseph

Eu vi num dos comentários do Sr Joseph a história de uma moça que tentou bolinar um rapaz inocente com a sua mãozinha quente e silenciosa, mas o rapaz percebeu o que estava acontecendo, e ele advertiu a moça, gritando na frente de todo mundo "Peraí! Esse celularzinho é meu!"

A história é engraçada, mas, Sr Joseph, o que isso tem a ver com o Blog da Selma?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minha linguagem (poesia)- Nihil Malú

Publicarei uma poesia minha "no destaque", para encantar esses dias,nos quais vou aparecer pouco.
Consta da minha "página".
Foi escrita em homenagem à quebra da aridez poética na qual eu fiquei por  dois anos," quebra" essa,que se deu agora,em 2.011.

Não deixem o blog muito em silêncio.
Abs em todos.


"Minha linguagem poética-


Fiquei sabendo
que posso mesmo escrever
com a finalidade de entreter
mas tenho reservas
contra os clichês da poética
e gosto também de pintura e desenho.

Não tenho alma, mas tenho cérebro
não tenho  coração,
mas tenho ego, id e superego
não tenho devas nem asuras me orientando
mas tenho complexos me prejudicando
ou bons hábitos me ajudando.
Não tenho sentimentalismos profundos
eu só tenho, vínculos
-bem ou mal resolvidos
com um erotismo fecundo
as musas não me inspiram mais
foram trocadas pela psicologia,
e suas entidades reveladoras da identidade.

Moderninha
se  ouço filosofia
interpreto de forma alternativa.

Sou  provinciana
e também uma molecona
com  voz de falsete,
-posso estender o tapete
para bons amores
posso poetar sobre parentes
e sobre flores,
embora eu tenha vergonha de ser conhecida
como sentimental
prefiro ser uma moça
que estuda a problemática comportamental
e que pensa a velha libertação da alma,
como uma emancipação hormonal e psíquica.

… no fundo, sou mesmo uma bobona
com medo de parecer piegas-
sou hoje em dia,
materialista e provinciana
mas nunca deixei, no fundo, do fundo,
do meu sótão escuro
de ser uma esperançosa na condição humana,
de ser uma esperançosa poeta.         "



Enviado por: NIHIL- publicada em março, no Filosofia Matemática- e em julho,no site "Poesia Diversa".

Deus e o Big Bang

Deus esteve por trás do Big Bang, diz Bento XVI
Em sermão, papa afirma que universo não é resultado do acaso

Teorias científicas sobre a origem do universo e da vida não entram em choque com a fé, diz Bento XVI

 (Christophe Simon / AFP)


A Igreja Católica não ensina mais o criacionismo e também não defende o uso do livro do Gênesis como texto científico


Deus esteve por trás do Big Bang e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o universo surgiu por acidente, disse nesta quinta-feira (06/01/2011) o papa Bento XVI. “O universo não é resultado do acaso, como muitos gostariam de nos fazer acreditar”, afirmou. "Contemplando (o universo), somos convidados a enxergar algo profundo: a sabedoria do Criador, a criatividade incansável de Deus", disse o papa, em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro, no dia em que os cristãos comemoram a Epifania – data em que os Reis Magos teriam encontrado Jesus.

Mesmo tendo discutido a evolução anteriormente, Bento XVI nunca havia falado sobre temas específicos como o Big Bang, a explosão que cientistas acreditam ter dado origem ao universo, 13,7 bilhões de anos atrás. Alguns ateus sugerem que as experiências que procuram recriar as condições do Big Bang em laboratório podem comprovar que Deus não existe. Bento XVI discorda e diz que algumas teorias científicas são “limitadoras da mente” porque “não conseguem explicar o sentido último da realidade”.

Ciência e fé — Para Bento XVI, as teorias científicas sobre a origem do universo e da vida deixam muitas questões sem resposta e não entram em choque com a fé . "Ante a beleza do mundo, seu mistério, sua grandeza e racionalidade... só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do céu e da terra", disse. Bento lembrou que seu antecessor, João Paulo II, já havia combatido a imagem de uma Igreja anti-científica. A Igreja Católica não defende o uso do livro do Gênesis como texto científico e não ensina mais o criacionismo – teoria segundo a qual Deus teria criado o mundo em seis dias, como descrito na Bíblia. Ela diz, hoje, que as contas na Bíblia são uma alegoria da criação do mundo. Mas a Igreja rejeita o uso da teorias do surgimento do universo e da evolução para respaldar correntes que negam a existência de Deus.

(Com Agência Reuters)



(Selma)

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

36 argumentos para a existência de Deus (ou contra...)

Em entrevista ao site de VEJA, a "ateia com alma" Rebecca Goldstein critica o radicalismo de crentes e descrentes e comenta seu novo livro, uma saborosa "cilada" para os fanáticos de ambos os lados

(Marco Túlio Pires)
"Os ateus têm que acabar com o pedantismo. Eles não têm que ensinar como as pessoas religiosas devem pensar"

"As pessoas religiosas têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado"


Uma ateia em missão de paz. É assim que Rebecca Goldstein, doutora em filosofia pela Universidade de Princeton e pesquisadora na área de psicologia em Harvard (EUA), se posiciona nas discussões, sempre acaloradas, entre ateus e religiosos.
Em seu novo livro, 36 Argumentos Para a Existência de Deus (Companhia das Letras, tradução de George Schlesinger, 536 páginas, 59 reais), Rebecca faz uma crítica ao radicalismo de ambos os lados. E um convite à conciliação. "Ateus têm que deixar o pedantismo de lado e parar de dizer como os religiosos devem pensar", diz ao site de VEJA. "E religiosos têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal."


Mistura de romance, ensaio filosófico e divulgação científica, 36 Argumentos... é uma saborosa provocação - para crentes e descrentes - dividida em duas partes. Na primeira, conta a história do "ateu com alma" Cass Seltzer, um psicólogo subitamente famoso por causa de um livro em que refuta... 36 argumentos sobre a existência de Deus. Ao final da aventura de Seltzer, que inclui experiências transcendentais, um apêndice reúne os 36 argumentos e os desmonta, um a um, com base em razões da biologia, astronomia, geologia, matemática, filosofia...


A tensão entre a parte ficcional e os argumentos científicos faz de 36 Argumentos... uma divertida cilada para fanáticos de ambos os lados. "Incluí os aspectos emocionais da discussão filosófica no formato de romance para servir de contraste ao apêndice", diz Rebecca. "Ao final de tudo, uma nova visão pode emergir do encontro entre esses dois lados antagônicos." Confira abaixo a entrevista:


De que Deus a senhora fala em 36 Argumentos...? É o Deus das religiões abraâmicas - Judaísmo, Cristianismo e Islamismo -, que tem três características principais. Primeiro, esse Deus existe fora do espaço e do tempo e decidiu criar o mundo e as leis da natureza a partir do nada. Segundo, ele tem um interesse moral nesse mundo — na diferença entre o bem e o mal, naquilo que devemos ou não fazer. Por fim, esse Deus interfere nesse mundo por meio de revelações, escrituras ou milagres.




A senhora acredita nesse Deus que acabou de descrever? Não. Penso que podemos estabelecer moralidade sem teologia. Mas amo a definição de Deus do filósofo holandês Spinoza (1632-1677). Ele admite experiências transcendentais, mas não as justifica a partir da existência de um Deus abraâmico. Para ele, Deus e a natureza — o próprio universo — são a mesma coisa.
É possível ser um "ateu com alma", como o personagem principal de seu livro, o psicólogo Cass Seltzer? Sim, é possível. O que faz de Cass meu herói ateu é que ele se mostra aberto a experiências transcendentais. É esse amor pelo universo que se expressa tão facilmente como religião. É aquela sensação grandiosa, magnífica, difícil de verbalizar, que às vezes nos toma completamente. É o combustível da grande arte, por assim dizer. É algo que o mundo secular não consegue traduzir ainda. Mas isso é porque o idioma religioso está pronto. A humanidade está há milênios exercitando essa linguagem. Já a tradução secular dessas experiências ainda está sendo desenvolvida.


Existe alguma explicação racional para essas sensações transcendentais? Não acho que entendemos o suficiente a mente humana — ainda — para explicar por que somos capazes de experimentar essas coisas grandiosas. É uma área misteriosa. Contudo, não acho que isso coloque o ateísmo em contradição.

Em que diferem as experiências de ateus e religiosos? Filosoficamente, penso que temos muitas personalidades. Quando estamos lidando com questões que estão além de uma resposta definitiva, como a existência de Deus, então nossa 'personalidade filosófica' entra em cena. É a maneira como encaramos o mundo, a forma como nos orientamos. Algumas pessoas escolhem canalizar suas experiências transcendentais em termos religiosos. Outras, em termos seculares. Seja qual for a decisão tomada, precisamos considerar as limitações dos dois lados. Os seculares precisam entender os limites da ciência e tolerar os mistérios. Já os religiosos, que a ciência pretende dar respostas honestas sobre a natureza e não deturpá-la.


Existe um meio-termo? Com certeza. Mas primeiro os ateus têm que acabar com o pedantismo. Eles não têm que ensinar como as pessoas religiosas devem pensar. Isso é revoltante e tem que parar. Além disso, as pessoas religiosas têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado. Isso é falso - existe toda uma filosofia moral que fez muito bem ao mundo e nos tirou da idade das trevas, por exemplo. Quando os dois grupos deixarem de fazer essas coisas, será ótimo. As pessoas poderão ver que o modo como enxergam o mundo é muito semelhante. Se você é religioso, tente se aproximar de um ateu e entender, sem reservas, como ele enxerga o mundo moralmente, independente de suas convicções fundamentais. Se for ateu, faça o mesmo com uma pessoa religiosa.


O seu livro seria então uma tentativa de pacificar o debate? Com certeza. E as reações das pessoas têm sido muito agradáveis. Tanto de pessoas muito religiosas quanto de ateus fervorosos. Acredito que isso acontece por causa da maneira como apresento os elementos desse debate. A ficção, nesse caso, é sorrateira. O romance é capaz de seduzir pessoas de ambos os lados e superar o preconceito. Ateus e religiosos acabam achando pontos em comum e no fim percebem que concordam mais do que discordam sobre o mundo.

Por que misturar a forma do romance com um apêndice científico? O apêndice do livro mostra como eu penso. Eu queria que ele exercesse uma tensão na história que o precede. É uma forma honesta de mostrar os argumentos mais comuns a favor da existência de Deus e as falácias de cada um deles. Já o romance retrata a emoção que envolve esse debate. A emoção raramente está presente nesses debates justamente por ser tão complicada de retratar. Isso depende do modo como vemos o mundo, as decisões que tomamos, nossa experiência de vida e assim por diante. Tudo isso fica fora das discussões filosóficas sobre a existência de Deus. Contudo, incluí a emoção no formato de romance para servir de contraste ao apêndice. Ao final de tudo, uma nova visão pode emergir do encontro entre os dois lados antagônicos.


Alguns ateus consideram pessoas religiosas intelectualmente inferiores, e alguns religiosos consideram imorais os ateus. Qual a sua opinião? É algo muito, muito triste. As duas afirmações são falsas. Venho de uma família judaica muito religiosa. E muitos de meus parentes religiosos são muito mais espertos do que eu, que sou ateia. Por isso, sei que experimentar o mundo de um jeito religioso e colocar essas sensações na linguagem religiosa não é um sinal de inferioridade intelectual.


Onde a senhora acha que esse debate irá nos levar? Espero que o debate seja respeitoso e honesto. Que as pessoas consigam encontrar as semelhanças e trabalhar a partir daí. A civilização é tudo o que temos.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/36-argumentos-para-a-existencia-de-deus-ou-contra#Pergunta 7


(Selma)


Natureza Viva 52

E bom dia a vcs.


http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4PRFA_pt-BRBR431BR431&q=arpophyllum%20giganteum&gs_sm=c&gs_upl=5544l8815l0l11652l10l9l0l3l3l4l926l4122l5-4.2l6l0&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&biw=683&bih=292&wrapid=tlif131366526050110&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi

Natureza Viva 51

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4PRFA_pt-BRBR431BR431&q=arpophyllum%20laxiflorum&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&biw=683&bih=292

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Esio e o Espiritismo

Já faz muito tempo que o GD Religião acabou, mas no meu caso, eu recebo a visita do Dr Esio diariamente na minha caixa postal. Não dá para ler tudo aquilo, são textos com mais de dois parágrafos. Hoje, ele me convidou a ler um livro escrito por uma tal de Vera que recebe o espírito da sua sobrinha, a Patrícia.

Quase todas as mensagens ficam sem resposta, mas hoje decidi alertar o Dr Ésio:

"Eu tenho muita dificuldade em ler as suas mensagens. Enquanto a Patrícia ajuda a Vera a escrever livros, eu não tenho nenhum espírito que me ajude a ler, daí porque eu cultivo esse medo danado de morrer: será que os espíritos vão me deixar sozinho, como estou agora?"

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Otimismo para Retardados

"Let the revolution begin".

 

Luiz Felipe Pondé é um dos pensadores mais originais desta pós-modernidade. Sua linguagem é concisa e clara e tem recolocado a Filosofia novamente onde nunca deveria ter saido. Filosofia não é um privilegio de uns poucos escolhidos, mas uma dádiva grega à humanidade.

 

 

Otimismo Para Retardados

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0607200918.htm
FOLHA 6 de julho de 2009

Gás Venenoso

O desejo de ter sucesso no mundo de hoje tem a consistência de um gás venenoso
por LUIZ FELIPE PONDÉ

Dias atrás , esperando um voo, ouvi uma expressão que sempre me soa idiota: “Passageiros da melhor idade”.
Uso dessa lembrança para responder aos leitores que me escreveram (por conta da coluna do dia 29/06) um tanto revoltados com a dureza do meu tratamento do fenômeno loser (homens e mulheres fracassados na vida, envelhecidos, sem dinheiro, sem amor, sem chances) e de outro fenômeno, o otimismo para retardados. Muitos leitores questionavam meu “direito” de dizer coisas duras assim para as pessoas e que todos têm o “direito a ter esperanças”.

A maioria da humanidade é loser. Tanto a arte, quanto seu oposto, a estatística, prova isso. Mas o que seria um programa de otimismo para retardados? Cuidado que você pode, de repente, tropeçar com ele na empresa ou na escola (que horror!), e provavelmente levado a cabo pelo departamento de recursos humanos ou por alguma pedagoga boba apaixonada pela felicidade como produto da educação.
Mas antes, reafirmo: somos todos losers, na medida em que, se tudo está dando certo hoje, a fragilidade da vida (traições, ódios, indiferença, crise financeira, morte) mostrará sua cara. Todavia, a maioria de nós vive isso de modo mais imediato: virtudes são raras, a covardia impera, as competências são escassas (sempre aparece alguém melhor do que você), a inveja corrói as relações, o mercado mata.
A própria paixão que a modernidade tem pela “velocidade” carrega em si o lado negro desta paixão: o risco da aceleração para o vazio é grande e o desejo de permanecer tendo sucesso no mundo contemporâneo tem a consistência de um gás venenoso. Por exemplo, na carreira profissional inventaram uma bobagem chamada “agregar valor a si mesmo” que significa basicamente: não repouse nunca, corra sempre. Ninguém consegue correr sempre, e a experiência humana do envelhecimento fala exatamente do contrário: a vida caminha para o repouso.

A tentativa de negar isso é a palhaçada do termo “melhor idade” para se referir aos idosos, que na realidade não têm valor algum no mundo porque poucos produzem e quase nenhum consome. “Agregar valor a si mesmo” e “melhor idade” são dois exemplos claros do programa de otimismo para retardados.
Faz parte desse programa outro exemplo: a ideia de que exista uma coisa chamada “direito a esperança” e que “respeitar” isso passe pelo perfil obrigatório de um colunista ou de um intelectual. Pelo contrário, quanto melhor for uma reflexão, menos comprometida ela deve ser com um programa de otimismo para retardados. O simples imperativo de associar pensamento à felicidade já é sequela deste programa.
Chamar a última fase da vida de “melhor idade” é um desrespeito ao idoso inteligente. A desvalorização do envelhecimento é consequência inevitável da inaptidão do idoso para responder às demandas do capital e da paixão idiota pela velocidade que falei acima. Sendo o idoso a “encarnação” do passado, e tendo sua experiência valor zero no mercado do mundo, é inevitável que ele sinta que não vale nada.
Contra os idosos hoje em dia há também o fato de que são muitos. Com o grande aumento da quantidade deles, fruto dos avanços da medicina (graças a Deus e às indústrias farmacêuticas, que espero continuem a ser criativas e a ter muito lucro), percebemos que a maioria dos idosos é banal e pouco sábia. Aliás, o efeito das grandes quantidades é sempre este: redução do valor como mercadoria, banalização do conteúdo. Quanto mais idoso existe, menos ele vale no mercado dos homens. Contradição dura esta, não? A vida longa é desejável, mas o resultado é o aumento do estoque de banalidade na forma deformada do corpo humano.

Outro fator a destruir o lugar do idoso no mundo contemporâneo é sua substituição por outros instrumentos de transmissão de conhecimento: internet, mídia, uma escola a cada esquina (mesmo que vagabunda). Esse fenômeno foi chamado de “morte do narrador”: ninguém precisa do idoso para “narrar o mundo” e dar sentido a ele. O idoso é ultrapassado, não acompanha as mudanças, é lento, tende ao repouso. De lugar da produção de sentido (o narrador da vida), ele passa a ser o abismo da falta de sentido dela: envelhece, perde funções vitais, é um peso para os seus, ocupa espaço e é inútil.
Sofro com o fato tanto quanto os que “têm esperança”. Respiro do mesmo gás. Morrerei do mesmo veneno.

ponde.folha@uol.com.br




(Selma)

Por falar em ateu...

Pena que está escrito "ateo" em vez de "ateu"...
Mas que é engraçado, é...

O amor é lindo!




Ela é uma das pessoas mais ricas da Espanha – coisa de uns 3 bilhões de euros-, a nobre com mais títulos, 46, e provavelmente, a mulher com o maior número de plásticas malsucedidas da história. Mas nada disso importa.

As 85 anos, CAYETANA FITZ-JAMES STUART , a duquesa de Alba, vai se casar com um sessentão bem apanhado, funcionário da previdência social.
Como seus seis filhos são contra o enlace, a duquesa doou-lhes tudo em vida: palácios, obras de Goya, Velásquez e Rubens, imensas propriedades rurais.
Tudo para provar que Alfonso Diez “não quer nada, senão a mim”, diz.


Ah, como o amor verdadeiro é lindo!
O que vocês acham?




(Revista Veja –  2230 – “Gente”)






Selma

Estorno de pagamento

Foi nessa segunda que conheci uma moça chamada Michele, ela estava escrevendo uma mensagem no celular e, ao mesmo tempo, reclamando que estava na fila há mais de duas horas. Eu perguntei qual o número da senha, e ela disse que era 203 (o meu era 209, e não havia nem dois minutos que havia entrado na fila).

Ela me informou que ela não deveria estar lá, pois ela nem tinha conta no banco. Em menos de um minuto, ela conseguiu fazer um nó na minha cabeça. Para piorar o nó, ela contou uma estranha história dela com a Serasa, onde a Serasa aponta vários cheques devolvidos.

"Você acredita nisso? Como uma pessoa que não tem conta pode ter cheques devolvidos?"

Eu disse que isso é muito difícil, a menos que em algum momento da vida dela, alguém tenha roubado os seus documentos. Ela disse que houve um momento sim, mas tinha deixado na mão do irmão. Ela sabe que o irmão tem a mesma caligrafia, "mas você acha que o meu irmão seria capaz de emitir cheque sem fundo e ainda em meu nome?"

Tentei, então, desatar o primeiro nó. "Já que você não tem conta nesse banco, o que você faz aqui?"

"Eu vim pagar a fatura do cartão de crédito que outro banco não quis receber"

"Você pode mostrar para mim? ... Beltrana de tal, é você?"

"Não, essa fatura é da minha madrinha".

Olhando a fatura, vi um débito de uma loja de roupas para bebê. Perguntei para a moça se a madrinha era mãe que ganhou um bebê recém chegado.

"Não, ela tem 51 anos. Ela tem três filhas. Duas delas tiveram bebês recentemente, daqui a pouco vai vir mais um nenê".

A história da Michele era bem confusa, mas ruim mesmo é quando encontrei uma linha na fatura que dizia assim "Estorno de pagamento 20,00". De todas as histórias incríveis que já vi, essa foi a mais inédita. Fiquei pensando como é possível uma operadora de cartão estornar o pagamento se é impossível pagar a fatura com cheque.

Depois de quase meia hora, a Michele foi atendida, mas o caixa recusou o pagamento. Morri de curiosidade, e o caixa me explicou que a fatura estava programada para ser pago no débito automático e não na boca do caixa.

Eu não uso débito automático, ainda que o pessoal do banco insista em usar esse serviço. Já tive problemas com a Eletropaulo e a Saned, e consegui resolver sem pagar a conta, após a releitura, eu pagava a conta na boca do caixa. O débito automático não oferece essa facilidade. No caso da madrinha da Michele, eu desconfio que ela não tinha saldo suficiente para pagar a parcela mínima da fatura, mesmo assim o débito automático deve ter "pago" a parcela mínima em maio de 2011, e como ela continuava sem saldo, o débito automático decidiu estornar o pagamento na fatura de agosto de 2011.

Essa, sem dúvida, foi uma das segunda-feiras mais estranhas que já vivi.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Recuperando o painel original do Ubuntu

Eu não gostei nenhum pouco da nova cara do Ubuntu 11.04, assim decidi optar pela versão clássica do Ubuntu. Só que hoje a noite, senti falta do botão de desligar, o meu nome (acho que é para conectar na Internet, nunca usei), o relógio, o envelope, o som, o wifi e a carga da bateria.

A primeira coisa que passou pela cabeça foi procurar o fórum do Ubuntu, mas o motor de busca é tão ruim que decidi aventurar pelo Google. A primeira dica que encontrei não mudou nada, mas a segunda dica merece aplausos porque deixou o painel de controle (é uma barra de menus que fica no topo da tela) do jeito que instalei o Ubuntu. A dica encontrei na página http://tiagomedradobr.wordpress.com/2011/02/02/restaurando-painel-original-do-ubuntu/

Nada me deixa mais feliz do que encontrar uma solução que funciona.

Mas a vida real é um mar de rosas cheio de espinhos. Lá no banco, conheci uma moça chamada Michele, ela disse que me conhecia, mas eu afirmei que "todos os japoneses são iguais". Ela falou de várias pessoas que fizeram parte da minha vida, enfim ela falou dela mesma, da parte da vida dos meus amigos que eu não acompanhei.

Ela disse que a Marli e o Ricardo fizeram de tudo para incentivá-la a estudar, mas ela não sentiu o gosto pelo estudo e deixou tudo para trás. Agora, os filhos da Marli e Ricardo estão formados, têm profissão, e ela tem 25 anos, e não tem profissão.

Hoje, ela vive com a madrinha em Diadema, e vê o filho de seis anos que está com a tia, só nos fins de semana. Ela reclama que ele é manhoso demais. Ela estava no banco para pagar a fatura do cartão de crédito da madrinha, de 51 anos e de olhos verdes. Ela disse que o outro banco não aceitou receber a fatura. E ela mostrou a fatura para mim - a fatura havia vencido em 13/08/2011, foi um sábado, logo o banco teria que aceitar. Quando vi o emblema do banco Santander, eu disse que ela estava no banco certo.

Mas como a fila estava bem longa, ela contou da tragédia que viveu no Riacho Grande, quando estava brincando a beira da Billings, e um seminarista se afogou; o padre tentou socorrê-lo, mas ele não conseguiu. Desde então, ela vive traumatizada com essa lembrança. Enfim, ela concluiu a longa conversa, mandando um abraço para a minha cunhada.

Para a minha surpresa, o caixa do Santander também não aceitou receber o dinheiro da fatura. Quando chegou a minha vez, o caixa me explicou "olha, Frank, não dá para cobrar aquela fatura porque não tem código de barra, e não tem código de barra porque é débito automático, não é para banco nenhum receber".

De noite, liguei para a minha cunhada, mandando o abraço da Michele.

"O quê? Aquela ladra já saiu da cadeia? Eu não quero nenhum abraço dela!!" gritou a minha cunhada. Mais adiante, a minha cunhada explicou que a polícia pegou a Michele no flagra, levando drogas para o namorado que estava na cadeia.

Ainda bem que o meu desconfiômetro funciona muito bem. Quando uma moça nova e jeitosa gasta um bom tempo conversando comigo porque boa coisa não é.

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

Selma, eu vi a sua mensagem logo atrás, eu torço para que você nunca perca o seu estoque de lágrimas, principalmente porque o Adilson está por aqui, você vai precisar muito delas. Um forte abraço.

A única certeza da vida

Quis Deus que eu não tivesse irmãos biológicos devido a um problema de saúde de minha mãe, mas permitiu Ele que eu pudesse ter irmãos adotivos, os quais eu amo de forma desmedida. Não sei se amar demais é qualidade ou defeito, mas é assim que eu sou.
Um dos meus irmãos sofreu um acidente com seu carro na noite de oito de agosto. Foi para o hospital em estado gravíssimo. Na madrugada de sexta foi decretada morte cerebral e na manhã de sábado(13/08) seu coração parou de bater. Tinha 51 anos e deixou 3 filhos.
Desde a morte de minha avó eu não tinha sofrido tanto com a morte de um parente. Eu achava que o estoque de lágrimas do ser humano era limitado, mas descobri que a sua produção pode ser infinita. Descobri também que a distância entre a vida e a morte é  muito pequena, imensurável e inesperada.
Discutir com o Adilson o destino após a morte do corpo material é uma coisa. Ver alguém que se ama muito morrendo é outra coisa.
Não estou revoltada, pois aceito s desígnios de Deus. Há apenas um buraco dentro de mim, que um dia talvez seja preenchido ou transformado. Já estou cessando as lágrimas. Para tanto conto com o carinho dos parentes e amigos reais e virtuais.

Um beijo para todos vocês. Não me abandonem.




Selma



domingo, 14 de agosto de 2011

Conectando o Ubuntu na Internet 3G

O meu irmão pediu  para testar o modem Huawei para conectar o netbook da minha sobrinha na Internet, e pediu para mim estudar um meio de melhorar a velocidade. Se você usar o Windows, ele é auto executável, ele pede para configurar o tipo de rede a utilizar, e por tentativa e erro, o melhor que consegui foi a rede do tipo corporativo. Para melhorar a velocidade, eu encontrei um vídeo do YouTube que aumenta a velocidade do modem no painel de controle, mas isso em pouco adiantou.

Já o Ubuntu exige muita leitura. Comecei na página http://frontlinesms.ning.com/forum/topics/ubuntu-linux-driver-for-huawei e de lá fui para a página http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081114034456AAH93W0 e na base da tentativa e erro, cliquei no ícone que configura a rede, e finalmente consegui conectar o Ubuntu na rede 3G da Tim.

Não dá para rodar o YouTube em tempo real, é a mesma situação aqui de casa, você precisa de uma conexão de 280 kbps, e o máximo que eu consigo é 20 kbps, o 3G da Tim é quase a mesma coisa. O custo da banda larga é de R$ 100,00 pela Telefônica e R$ 120,00 pelo 3G na Tim (o meu irmão aderiu ao plano, pois eles prometeram cobrar só R$ 50,00 para quem é usuário da Tim). Ou seja, se você conseguir essa boquinha de R$ 50,00 na Tim, certamente o melhor custo benefício é o da Tim, pois você precisará de 15 minutos para baixar um vídeo de 2 minutos no Youtube, só que pela metade do preço. Quanto ao teste no rádio UOL, o 3G do Tim passa no teste (desde que você não se importe que a música seja interrompido umas duas vezes...).

Enfim, eu gostei dessa tranqueira, pelo menos dá para escrever nesse "prestigiado blog" (palavras do pseudo Paulo Rogério).

Frank K Hosaka
fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP