sábado, 31 de dezembro de 2011

Homenagem à Joseph Fambins


Já faz tanto tempo
Que eu deixei
De ser importante
Pra você
Já faz tanto tempo
Que eu não sou
O que na verdade
Eu nem cheguei a ser

E quando parti
Deixei ficar
Meus sonhos
Jogados
Pelo chão
Palavras perdidas
Pelo ar
Lembranças contidas
Nesta solidão

Eu já nem me lembro
Quanto tempo faz
Mas eu não me esqueço
Que te amei demais
Pois nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você
Não
Fomos tudo aquilo
Que se pode ser
Meu amor foi mais
Do que se pode crer
E nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você

Tentei ser feliz
Ao lado seu
Fiz tudo que pude
Mas não deu
E aqueles momentos
Que guardei
Me fazem lembrar
O muito que eu te amei

E hoje o silêncio
Que ficou
Eu sinto a tristeza
Que restou
Há sempre um vazio
Em minha vida
Quando relembro nossa
Despedida

Eu já nem me lembro
Quanto tempo faz
Mas eu não me esqueço
Que te amei demais
Pois nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você
Não
Fomos tudo aquilo
Que se pode ser
Meu amor foi mais
Do que se pode crer
E nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você

Katia - Lembranças

Adilson 233 em cores

Isso é exatamente o que ele pensa do Blog. Tomara que 2012 termine diferente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O mundo psicodélico do Anônimo Sulino

O Estado de S Paulo

20/07/2019

Recebi mensagem do Dr Esio Lopes, divulgando o fim do mundo para 20/07/2019, prazo estipulado por Jesus, de acordo com Francisco Xavier. Já o Anônimo Sulino lembra o fim do calendário maia para 20/12/2012 no horário de Lima, Peru. De acordo com o Anônimo Sulino, essa é a melhor hora para comprar papel higiênico e fralda descartável, ou, no meu caso, pensar em roubar o abraço da princesa.

Na verdade, penso na princesa todos os dias da minha vida, inclusive chego até escrever no Blog, o calendário maia ou do Chico Xavier pouco afeta o meu dia a dia. Mas Chico Xavier lembra do exemplo deixado por Jesus que enfrentou o fim de sua existência na Terra cercado de pessoas doentes e morreu no meio de dois ladrões.

O meu calendário não é maia e nem espírita, não há porque acreditar que eu estarei presente até 20/12/2012, mas que estou convivendo com pessoas doentes, isso eu não tenho dúvida. O Anônimo Sulino tem diabetes em estágio terminal, onde o camarada escreve a mesma coisa toda hora. Jesus tinha uma fé extraordinária, bastava rezar que o paciente sarava na hora, já as minhas orações tem pouco efeito na vida do Anônimo Sulino, basta ver que suas mensagens estão ficando cada vez mais frequentes, acho que o seu estoque de insulina acabou.

Ou seja, o Anônimo Sulino está com raiva de mim, pois ele sente que tenho mais chance de chegar até 20/12/2012, enquanto que o seu estoque de papel higiênico já desceu água abaixo. Fico imaginando se Jesus fosse visitar o Anônimo Sulino e lho sarasse da diabetes, certamente Jesus pediria o favor de não divulgar tal milagre, então como ficaria o Blog da Selma? Certamente que o Anônimo Sulino iria mudar de nome, chamar-se-ia de Anônimo Paulino, e iria lembrar que Jesus morreu por nossos pecados e que essa é a melhor hora de abandonar os nossos pecados.

Essa é uma dúvida cruel. Muitas vezes, acho até bom que o Pai não atenda as nossas preces. No caso do Anônimo Sulino, não sei se o Blog da Selma iria suportar mais um Adilson 233 com o seu ódio doentio a quem procura a paz nas paróquias. E no meu caso, não saberia como valorizar a princesa após ter recebido o abraço que sempre sonho a todo momento.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Leitor do Safari é 10!

Geralmente, usava o Leitor apenas nos artigos de O Estado de São Paulo, mas hoje fui no Clarin.com e ouvi o texto selecionado em espanhol, fui no nyt.com e ouvi o texto em inglês, fui no Lemond.fr e ouvi o texto em francês, e finalmente fui no asahi.com, mas o iPhone não conseguiu ler em japonês.

Eu não precisei configurar nada. Não sei se esse recurso é do iOs 5.0.1 ou se já estava presente no iOs 5.0, mas creio que é um recurso de grande valor para quem estuda a língua estrangeira, pelo menos, o inglês, espanhol, francês e português até onde eu sei.

Para ativar essa função, vá em Ajustes > Geral > Acessibilidade > Falar Seleção, ative a função Falar Seleção e diminua a velocidade da fala.

iPhonemod Brasil

domingo, 25 de dezembro de 2011

Filme: Up, Altas Aventuras

Esse filme é um colírio, um belo desenho animado com o selo da Pixar. O autor da história foi muito feliz ao colocar no desenho animado todas as limitações que vivemos no mundo real, no mundo que conhecemos e vivemos, onde tudo indica que somos apenas um pedaço de uma reta.

Ele conta a história de um menino que gostava de um aventureiro que foi para a América do Sul à procura de um enorme pássaro e conheceu uma menina que falava pelos cotovelos e que também gostava do mesmo aventureiro. Eles se casaram, mas eles não tiveram filhos. O rapaz decidiu realizar uma velha promessa, feito na infância, o de levar a esposa para a América do Sul. Mas surgiram vários obstáculos, como o pneu furado, a perna fraturada e o telhado quebrado, entre outras coisas, que o tempo acabou consumindo o que restava de suas vidas. A velha bateu as botas, e o velho ficou sozinho, e um juiz que foi subornado por uma construtora decidiu mandá-lo para um asilo.

É uma história bem triste, mas os juízes de hoje são como de ontem. Lembram daquele juíz que lavou a mão depois que recebeu o suborno do Sinédrio? Enfim, é por isso que escrevemos justiça sempre com o jota minúsculo, não faz sentido capitalizá-la.

Mas o velho encontrou o diário de sua esposa, que ela havia mostrando secretamente, quando eles eram ainda meninos, e encontrou nela uma página escrito "Coisas a Fazer", e a partir desse momento começamos ouvir mais a voz dele falando com a esposa ausente, se não fosse um desenho animado, certamente seria um dos filmes mais românticos já montado para o cinema, ou seja, ele mostra que é possível de gostar da mesma pessoa muito além dos clássicos três meses, quando então procuramos os advogados para acabar com o casamento e entrar no pesadelo da pensão.

Caso você tenha uma conexão estável e rápida que garanta um download de 300 kb/s, em uma hora você pode baixar esse desenho animado de 1,12 gb nesse endereço:

Filmes para iPhone

O que eu perdi no Natal

Há cerca de um mês, apareceu um piriquito aqui em casa, um pouco azul e timido. Nós arranjamos uma gaiola de R$ 30,00 e uma piriquita de R$ 15,00, ambos se davam bem, eu vi várias vezes o piriquito descascar alpiste no bico da piriquita, eles conversavam muito, a casa parecia até um galinheiro.

Mas foi de manhã que a minha mãe foi surpreendida, quando viu a piriquita voar pela janela da cozinha. A porta da gaiola estava aberta. Não sabemos se foi a piriquita ou o piriquito que abriu a porta. Se foi a piriquita, então foi um caso de abandono, ela não gostou de nós e nem do piriquito. Se foi o piriquito, então trata-se de expulsão, ele ficou de papa cheio com os constantes assédios da piriquita, ontem eu vi a piriquita arrancando uma pena dele, doeu mais em mim que nele.

Agora, o piriquito anda de um lado para outro. Eu não sei o motivo de tanta inquietação, afinal, quem perdeu os R$ 15,00 fui eu e não ele.

sábado, 24 de dezembro de 2011

A poesia do Teacher

Pessoal,ontem de noite,estive no JD,  e vi uns versos,que  eu tinha que publicar  aqui.
Afinal, a lírica é feita pelas poesias de todo mundo.

Vejam o "espírito natalino" do professor Andros.
Os ícones sagrados povoam a imaginação e os sentimentos das pessoas  de diversas inclinações.


http://jornaldedebates.uol.com.br/debate/que-arte/artigo/rapaz-nazare/16824

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sobre o Adilson

Que o Adilson é anti-católico, isso eu já sabia. O que eu não sei é se ele é casado, se tem filho, se trabalha ou se ele gosta de Deus, esse é um alerta que aprendi na Paróquia, onde Jesus ensinou que "nem todo aquele que se diz ser anti-católico é um verdadeiro mensageiro de Deus".

Mas, querendo ou não, a verdade é que o Adilson faz parte da minha vida e pelo processo dialético eu sei que um pouco de mim está nele. Juntos montamos três colonias espirituais, o UOL, o Terra e agora o Blog da Selma. Se não fosse pelo Adilson, eu jamais saberia que o Francisco Xavier usava peruca e que ele acreditava que marcianos podem voar. Eu pessoalmente não sei se os marcianos são capazes de voar.

O Adilson vive me questionando a capacidade da Santa Tereza consertar micros. Na tese dele, os defuntos não consertam coisa alguma. Se a tese dele estiver certa, isso significa que Jesus também não pode nos salvar de coisa alguma, posto que ele também virou pó, depois que foi crucificado e até sepultado. Ou seja, nem Deus pode escapar do que já foi escrito, "do nada viestes, para o nada irás". Ou seja, não foram apenas o Papa, os Bispos e os Padres que fizeram de nossas vidas um grande engodo, mas principalmente aqueles que escreveram as sagradas palavras que o Adilson defende a unhas e dentes que Deus é que mandou psicografá-los.

Finalmente, termino a minha crônica da véspera de Natal, agradecendo ao Papa Bento XVI por me acolher em sua igreja e compartilhar a tese de que "aqui se faz, aqui se paga". Em algum momento, eu devo ter cuspido na cruz para merecer o Adilson no UOL, no Terra e agora no Blog da Selma. Jesus, tende piedade de mim!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Debate sobre o dízimo

De Frank K Hosaka (fhosaka@uol.com.br) Para Esio Lopes

Boa Noite, Dr Esio,

Fico contente em saber que o Sr conseguiu constranger o pobre Pastor, usando principalmente as citações bíblicas, coisa que lho elogiei várias e várias vezes. Eu não sou bom com as citações, pois eu nem sei ler sequer um gibi, mas eu lembro de uma passagem em que Jesus orienta um rapaz deixar a oferta na sinagoga, acertar as diferenças com o irmão para depois terminar o ritual da oferta. Nessa passagem, eu entendo que Jesus quer que o amor seja a prioridade.

Certamente, o hábito católico inverteu tudo isso, primeiro fazemos a oferta e deixamos as diferenças com os irmãos para depois, e o mundo é essa desgraça que vemos todo santo dia. Concordo plenamente com o Sr quando o Sr questiona quando nos adjetivamos de "cristãos", quando o modelo mais próximo só é encontrado nesse pequeno grupo que chamamos de "espíritas".

Mas o Sr há de concordar que nós católicos nos profissionalizamos na hora de fazer o Presépio de Natal, e com ele fazemos uma das festas mais belas do ano para celebrar o nascimento do Salvador. Pelo menos eu fico contente quando vejo a Paróquia com esse tipo de enfeite e vejo que o meu dízimo não foi em vão. Claro que em nenhum momento Jesus pediu para fazer Presépio nenhum, mas o Sr há de concordar que melhor fazer um presépio do que constranger pastores que não se reportam ao nosso Santo Papa, o Sr não acha?

Enfim, desejo ao Sr e toda a família do Blog da Selma que comemorem com moderação a edição 2011 do Nascimento de Jesus, principalmente porque 26 de dezembro vai cair numa segunda-feira! Um forte abraço, Frank.

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Mensagem que deu origem à resposta acima, do Dr Esio Lopes:

COMPANHEIROS:

Mantive hoje um debate com um determinado Pastor de uma Igreja evangélica sobre o dízimo, diante de várias pessoas da própria igreja. Foi um verdadeiro massacre. No final a falta de argumentos ele, de forma inusitada, não tendo mais nada o que dizer, saiu com esta: "No tempo de Jesus não havia dinheiro, era só troca"!!! Foi um "prato cheio", tive que dar uma aula sobre moedas que foram elaboradas (cunhadas) sete séculos Antes de Cristo. Elas refletiam a mentalidade de um povo e de sua época. Eram de cobre, prata ou ouro. Razão pela qual Jesus alertou: "Curem os leprosos e outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios. Vocês receberam sem pagar, portanto dêem sem cobrar" (Mateus 10:8). "Não levem nos bolsos nem ouro, nem prata, nem moedas de cobre"(Mateus 10:9). "Nesta viagem não levem sacola, nem uma túnica a mais nem sandálias nem bengala para se apoiarem, pois o trabalhador tem o direito de receber o que precisa para viver".(Mateus 10:10).

Neste ponto dei uma aula sobre o comportamento dos Espíritas que militam numa Casa Espírita, que é baseado nas palavras de Jesus, eis que nada é cobrado, a qualquer título, daqueles que vão em busca de amor, de ensinamentos, de curas, etc; todos os dirigentes e Conselheiros de uma Casa Espírita, trabalham em suas respectivas atividades profissionais e nada recebem a qualquer título da Casa Espírita que estiver ligado. Portanto, ser Cristão não é achar que comprando um Deus e um Jesus corruptos é que se encontra a salvação. No Espiritismo não se vende curas, salvação, promessas de enriquecimento financeiro, porque não foi isto que Jesus nos ensinou, sendo Ele o nosso Guia e Modelo, temos que seguir rigorosamente os seus ensinamentos. Aliás, encontramos essa observação feita por Paulo, aos Filipenses 2:5, quando disse: "Viva na Terra como Jesus viveu", em síntese.

Acabei dizendo que Jesus nos trouxe outros ensinamentos sobre dinheiro, eis que disse: "Dinheiro não é de Deus, mas, sim, do Imperador", em síntese (Mateus 22:15-22), Disse mais: "A verdadeira riqueza não está na Terra, porque, esta as traças e a ferrugem destroem e os ladrões arrombam e roubam, a verdadeira riqueza deve estar no céu, onde deve estar os nossos corações" (Mateus 6:19). Não finalizei ai, não pude deixar de lembrar Jesus quando disse: "Um escravo não pode servir dois donos ao mesmo tempo, pois detestará um e gostará do outro; ou será fiel a um e despresará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro" (Mateus 6::24).

Portanto, essa falácia de que no tempo de Jesus não havia dinheiro caiu por terra. Fiquei envergonhado com a vergonha que passou o Pastor que toma tudo do próximo em "Nome do Senhor", porque, a única desculpa que lhe pareceu ter foi para o "brejo"!!!

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A mensagem continua com links que falam da controvérsia do dízimo, mas eu não publiquei aqui para não esticar demais o tema.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Luz, mais luz

c.q.d.

Quem fatura MAI$$$$$$$??

Muitos dias me pego a pensar em que escrever no blog. Olho para dentro de mim e nada encontro, parece que muitas vezes há um vazio muito grande e insignificante que não merece atenção.
Olho para fora em busca de novidades e muitas vezes parece que também  nada encontro. Vejo em tudo mesmice sem graça. È notícia de compras de Natal, panettone barato, liquidação de uva passa... Até parece que quando Cristo nasceu havia panettone, Rua 25 de Março,  espumante, nozes, amigo secreto...  

Numa tentativa de quebrar a rotina procuro ler o conteúdo do blog do William e me surpreendo com as propagandas inseridas no meio das mensagens: propagandas de emagrecimento, de bermudas anticelulite (a original), clínicas de emagrecimento, equipamentos de estética. E fico imaginando... Por que só de produtos de emagrecimento?
Em um texto longo o William fala em sexo, prostitutas, Davi e Salomão. E a Nihil que diz que está sumida, está lá, presente todos os dias e acho que de hora em hora...

Fico imaginando... Será que o William está ganhando uma boa grana com as propagandas do blog?
Quem será que  fatura mais?
O 233 com o dízimo da sua igreja, o Robson Conti com a venda de seus livros ou o William Robson com a propaganda do blog?


Ahahaha!
Calma pessoal! Faz tempo que estou à procura de um assunto e hoje encontrei um... rsrs!



(Selma)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Feliz aniversário,Selma,

Ontem,  estive fora da internet o dia todo,e hoje,quase.

Está em tempo de dar  os parabéns.
Desejo sorte saúde felicidade sucesso realizações,
e no natal cristão desejarei o mesmo,
e para o ano novo,desejarei o mesmo.
Um abraço dessa amigona,(se servir,uma tapona nas costas),boas festas,bom final de ano, bons auspícios ao blog.

Onde atualmente quase não estou conseguindo estar-
Deixarei um site "de lembrança",como presente.
Postado há quase um ano atrás,poderá ser visto,"desgustado" e ter cada uma das  imagens ampliadas.
Sei que é orquidófila também.
Oxalá,os leitores o visitem-

Felicidades.

-srta Nihil

http://orquideasevoce.blogspot.com/2009/02/fotos-de-orquideas-raras.html

Eu não estou bem

De Frank K Hosaka fhosaka@uol.com.br Para Waldomiro Sanches Poço Junior

Nesse fim de semana, eu passei mais tempo na cama do que no shopping, pois estava sentindo tontura. Lá em 1999, eu tive o mesmo problema, e pensei que estava com cancer. Tentei criar coragem para consultar um médico, mas não tive a coragem de seguir em frente. O meu maior medo era o médico me dizer que estou prestes a ver Deus pessoalmente, coisa que não estou preparado, pois eu nunca fiz o que o Pai pediu, vestir um nu, alimentar um faminto ou sequer dar um copo de água a quem tem sede. Enfim, toda a noite tenho medo de fechar os olhos e acordar num lago gelado que cheira e arde enxofre.

E como eu sei que hoje é seu aniversário e que você está cada vez mais próximo de ver o Pai, eu vim trazer um pouco de solidariedade; não é fácil fazer aniversário, e ver que a cada dia está difícil subir aquela longa escada de 15 degraus. Então, meu caro ex-padrinho, eu vim alertá-lo: se você sentir tontura também, faça como eu: esforce-se um pouco mais, não feche os olhos e fuja da luz!

Um forte abraço, Frank.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Apenas a educação prevalecerá

[Escrito originalmente em 27.11.2011 com atualização nesta data]
Depois que o 233 mudou um pouco a sua atitude, pensei até que poderia não ser necessário usar de análise formal do caso dele.

Mas, por via das dúvidas, não conseguindo deixar de ter em conta que dificilmente poderei ficar sem ter de fazê-lo, vou deixar preparado o texto para o caso de ser necessário.

Vejamos mais este caso em termos de lógica.

Se,
em um comentário postado neste blog, às 3:57:00 PM de 06.11.2011, a pessoa que aqui assina como 233 escreveu que  “cabeça de religioso = sinal de retardamento mental”.

se,
em um comentário postado neste blog, às 07:11:00 PM de 09.11.2011, a pessoa que aqui assina como 233 escreveu que “cabeça de religioso fede a estrume”.

se,
em um comentário postado neste blog, às 9:08:00 AM de 27.11.2011, a pessoa que aqui assina 233 escreveu que “ Para o 233, que estudou muito e sabe o que está escrito na Bíblia, a qual católicos e evangélicos consideram a Palavra de Deus...”.

se,
em um comentário postado neste blog, às 08:00 AM de 05.12.2011, a pessoas que aqui assina 233 escreveu que “em cabeça de religioso cabe qualquer idiotice”.

e se,
a pessoa que aqui assina 233 for efetivamente um religioso, como quer aparentar ser,

então,

a pessoa que aqui assina como 233 tem “cabeça que fede a estrume”, tem “sinal de retardamento mental” e “cabe qualquer idiotice”, segundo a própria opinião.

[o que talvez explique porque ele pensaria o mesmo dos demais]


Já se,
a pessoa que aqui assina como 233 não tem o pensamento que aqui diz que tem,

e se,
a pessoa que aqui assina como 233 distorce, tira do contexto, afirma absurdos e coloca entre “aspas” o que outras pessoas NÃO escreveram,

então,

a pessoa que aqui assina como 233 é intelectualmente desonesta.

Neste caso, a impressão que se poderia ter é dele ser envergonhado de sua posição de ateu e não assumir.

Mas entendo que não devemos nos enganar, pois isto é camuflagem.

O padrão observado indica claramente que faz isto apenas para confundir aos demais, sendo o comportamento de pessoa leviana, irresponsável e inconsequente, típica de palhaços, palhaçinhos e palhações233.

Mas não é bem este o objetivo deste texto.

E sim o de investigar quem é que pode ser mais facilmente levado a agir de maneira torpe e vil, bem como o motivo disto.

Em vários textos eu disse que não vejo como essencial a crença ou descrença de ninguém, e sim como a pessoa trata aos demais e se relaciona com o mundo, ou seja, se é de modo mais próximo ou mais distante da civilização.

No caso deste blog, temos kardecistas, budistas, católicos e deístas. Que, apesar das humanas limitações, se comportam de maneira razoavelmente próxima do que se espera de uma pessoa civilizada para o ambiente em que se encontram (internet).

E, coincidentemente, temos um ateu disfarçado de paulinista enrolando, enganando, ofendendo e fazendo palhaçada no blog (e ainda apresentando um comportamento arrogante e presunçoso).

Justo o representante do ateísmo é grosso, ofensivo, intelectualmente desonesto e desleal. Não que este comportamento seja característico de ateus e céticos, pois não o é.

Se este fosse um local de debates entre torcidas de futebol ou entre defensores de sistemas políticos antagônicos seria possível alguma compreensão deste tipo de comportamento, grosseiro e rude.

E por que justo o ateu assim age (e não apenas ele, alguns outros anônimos rastreáveis também)?

Principalmente porque ele não teme as consequências de seus atos. Em função disto age de maneira distante da civilizada e muito próxima da barbárie (não é à toa que ateus são tão temidos quanto estupradores em algumas sociedades, porque não têm o que temer).

O que aqui é reforçado pela identidade civil ser preservada, agindo de modo similar ao que os antigos gregos atribuíam aos bárbaros, bater e correr (não seria difícil rastreá-lo mas não vale o “eshforço").

Este é o ponto que pode fazer daquele que teme consequências (mesmo que estas consequências sejam após a morte do corpo biológico) uma pessoa mais cuidadosa com seus atos.

Interessante e paradoxal que este ateísta, envergonhado e camuflado de paulinista convicto, acusa a quem não se envergonha de discordar da esmagadora maioria do pensamento atualmente tido como científico, de ter vergonha de assumir uma crença religiosa.

Eu não tenho crenças, eu tenho posição logicamente fundada em premissas, em fatos, em raciocínio, na Razão.

Fiz minhas pesquisas de campo, pela ordem, dentro do catolicismo, agnosticismo, marxismo, trotskismo, materialismo dialético, kardecismo, budismo, xintoísmo, hinduísmo, hermetismo, confucionismo, taoísmo, teosofia (os teósofos não se consideram religião, mas efetivamente se comportam como sendo parte de uma), além de ter estudado a outras doutrinas em termos teóricos ou menos próximos, como as religiões afro, o sikismo, o islã, o anarquismo (graças a Deus) e outros mais.

Dentro de cada grupo, cada qual trata aos seus enquanto irmãos, companheiros e camaradas. E aos outros como estranhos, na velha lógica dos cães apresentada por Platão no livro II d’A República, enquanto elegem um foco que diferencia os de dentro [ nós, os iluminados] e os de fora [eles, os ignorantes].

Alguns focam a tradição, outros o humanismo, outros a justiça social, outros a liberdade, outros a alimentação vegetariana, outros um salvador, outros a caridade, outros a paz, outros a prática de imposição de mãos, outros o culto aos antepassados, outros a iluminação e assim por diante.

Virtualmente todas as doutrinas, mesmo as ateístas, têm partes em comum, diferenciando-se entre si nos detalhes.

Apesar deste núcleo comum, que parece ser mais confiável, seus praticantes acabam desvirtuando as doutrinas, tanto que todas elas foram ou são usadas para validação de práticas inaceitáveis em termos de Ética (assim como a Verdade e a Razão, grafo “Ética” sempre com inicial maiúscula).

O que observei, no entanto, é que a simples posse de toda esta sabedoria não resolve, é necessário (1) saber que existe, (2) saber interpretar e (3) saber usar corretamente.

Senão acabam produzindo as distorções e aberrações inomináveis, como os sacrifícios humanos, o genocídio dos vencidos, a queima da viúva ainda viva na pira do esposo na Índia (e também na Escandinávia e em outras plagas), as castas, a validação da escravidão em todo o mundo por milênios, as guerras santas, as fogueiras, a superstição e o controle da sociedade por espertalhões e mestres na velhacaria que se apoderaram do poder clerical nas diversas religiões (marxismo incluído), dentre outras pérolas.

Apesar de toda a boa vontade de virtualmente todas as doutrinas, ateus praticam o mal pensando que estão praticando o bem, e o mesmo se passa com virtualmente todas as doutrinas, espiritualistas ou materialistas.

E por que isto ocorreria?

A impressão que tenho nesta situação é que sem tijolos bons (pessoas boas) é difícil a construção de uma estrutura boa (sociedade civilizada).

Quando digo da pessoa ser boa, digo de quem tem conhecimento o suficiente para saber que, com ou sem amor, se não tratar bem aos outros, vai ter consequências desagradáveis e dolorosas.

E, não sendo burra, efetivamente trata bem aos demais, gostando ou não deles, pois é simplesmente o tratamento que para si deseja, nem que não goste de assim agir, o que elimina a necessidade do bom sentimento, que nem todos possuem, resumindo ao conhecimento e ao não gostar de sofrer, algo bem mais fácil de ser encontrado e, portanto, confiável.

O que pode produzir comportamento adequado e civilizado é o conhecimento (motivo pelo qual sempre digo que apenas a Verdade prevalecerá), o que só pode ser possível com a transformação de grande parcela da sociedade em filósofos, amantes do conhecimento e da Verdade.

Enquanto não tivermos conhecimento de
- princípios de Ética e Justiça que nos permitam distinguir claramente o comportamento desejável do adequado do aceitável do indesejável do inadequado do inaceitável, em outras palavras a civilização da barbárie, bem como a
- educação e o desenvolvimento de capacidade de tratarmos o outro da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados em idêntica situação e, com isto,
- instituições e entidades que, ao mesmo tempo acolham as necessidades, também
- apartem e segreguem do convívio dos membros honestos e decentes da sociedade, as pessoas que deram demonstração de falta de condições de fazê-lo sem representar grave ameaça aos demais, teremos pessoas praticando atos vis e torpes, alguns por
- desconhecimento de princípios de Ética (bem intencionados e mal informados), outros por
- conhecimento de princípios de Ética e falta de caráter (mal intencionados e bem informados) e outros por
- desconhecimento de princípios de Ética e falta de caráter (mal intencionados e mal informados).

Em suma enquanto não formos majoritariamente “bem informados e bem intencionados”, além de ativos em vez de apáticos e/ou omissos, de modo a erigir as instituições que se esforcem de maneira focada na produção de estados de bem estar social e individual, em uma sociedade fraternalista, humanitária e justa, estaremos mais perto da barbárie do que da civilização.

Em termos gerais, qualquer sociedade que não privilegie igualmente a Felicidade de todos e de cada um de seus membros está ainda muito atrasada.

E uma sociedade que ainda não descobriu isto está tão distante da civilização que seria cômico se não fosse trágico ela se considerar avançada. Infelizmente este parece ser o nosso caso. 

Considero interessante notar que, sendo a felicidade uma sensação que diz respeito aos íntimos sentimentos de cada pessoa, e sendo até mesmo de difícil definição, evidentemente não estou me referindo a este sentimento quando falo de promover a felicidade geral.

Estou me referindo é ao fornecimento de condição mínima e decente de serem alcançados estados de felicidade para todos, ou seja, de chances e oportunidades igualitárias com a intenção de proporcionar a máxima possibilidade humanamente possível e justa de obtê-la.

Consiste em promover e procurar garantir a vida, a dignidade, a liberdade e a segurança de todas as pessoas.

Enquanto não tivermos com nossas mentes voltadas a produzir estados de elevado bem estar social de maneira a mais abrangente possível,  continuaremos a nos manter no mesmo ponto da escala que vai da barbárie à civilização, infelizmente a anos luz do que se pode chamar efetivamente de civilização.

[]

Um aprendiz
Apenas a Verdade prevalecerá
O mundo é mecanicamente simples
Paz, saúde e felicidade a todos

Parabéns, Soninha!!!!

Querida amiga, se minha agenda não estiver errada, parabéns pelo dia de hoje! Te desejo muita felicidade, sucesso e muita saúde,acima de tudo. Apesar deste amigo estar um pouco ausente, tenha a certeza de que você está presente no meu coração e preces, hoje e sempre! Os amigos são os irmãos que escolhemos, e neste sentido você é uma grande irmã e amiga, companheira e confidente. Todos companheiros e amigos deste blog, e tenho certeza que na vida, te amam muito e te desejam o melhor da vida. Grande beijo!

Iraque

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/12/18/quase-nove-anos-apos-invasao-exercito-dos-eua-abandona-o-iraque.jhtm

Mas o pessoal não dizia que os gringos foram lá para "roubar o petróleo"? Por que estão saindo?

Mais experiência

Paciência, essa é a principal recomendação que recebo lá na paróquia para lidar com as pessoas, e eu confesso que não é fácil de implantá-lo na prática. Eu fico indignado quando vejo lixo nas calçadas, nas ruas, nas praças, dentro de casa e também no Blog. Eu tenho certeza que não foi Deus que colocou tanto lixo no meu caminho, aliás Ele é o Único que faz a faxina através do vento e das chuvas, tornando o ar um pouco mais respirável.

O máximo que consigo fazer é pegar a vassoura e ajuntar tudo num saco para o lixeiro levar. Não sei para onde o lixeiro leva os sacos. Não sei para onde vai tanta água suja, quando puxo a corda da descarga. Não sei para onde vai tanta fumaça que sai dos carros. Não sei para onde vai as crônicas que escrevemos nesse Blog. Não sei como encontrar coragem para procurar a verdade e lidar com o problema de frente.

Lendo as crônicas do Robson, eu já sei que os lixos também tem preon. Preon é o cara que cola os átomos de hidrogênio e oxigênio, e assim refrescam a nossa sede. O problema é que dentro de nós, os nossos preons ajuntam esses mesmos átomos com outros átomos para criar o ácido úrico, com aquele cheiro desagradável de cerveja vencida. E assim, dói a minha consciência, quando puxo a corda da descarga. No fundo, no fundo, estou sendo egoísta, estou empurrando o problema para debaixo do tapete da Terra, envenenando o planeta que vivemos e tirando a chance dos meus sobrinhos sobreviverem no futuro.

Enfim, eu confesso que sou uma máquina de fazer lixo. Bom seria se eu pudesse fazer um belo cartão de aniversário, induzindo a Selma acreditar que essa vida é bela e que existe gente boa nesse mundo. Mas como posso fazer um cartão desse tipo, se eu não sei como segurar o meu xixi? Como posso escrever simplesmente feliz aniversário Selma, se eu sei que estou destruindo o Universo que ela vive? A minha consciência dói. Não sei mais o que fazer. Enfim, o padre Magalhães está enganado. Não basta paciência, temos que estudar um pouco mais e levar o problema do lixo mais a sério.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Blu-Ray: Os Agentes do Destino

O Adilson vive afirmando que a Santa Tereza é uma defunta e que, portanto, ela não pode consertar o micro. Quem acompanhou o drama da Srta Nihil na metade desse ano percebeu que os técnicos de computadores que estão bem vivos também não ajudaram muito. Finalmente, foi o Robson que apresentou uma nova forma de apresentar o problema: um micro que funciona e outro que está quebrado é essencialmente a mesma coisa, ambos têm um monte de preon.

O filme que vi é essencialmente católico, fala dO Cabeça que escreveu um plano para nossas vidas, e colocou um pequeno exército quase invisível para nos vigiar e garantir que realizemos toda a tabela do plano, se o plano é bom ou não, isso não cabe à nós nem aos agentes do destino questionar. Ou seja, a porta do livre arbítrio sempre esteve à nossa frente, só podemos abri-lo, quando tivermos uma vontade forte o suficiente para sair do plano dO Cabeça. O filme não é lá grande coisa, se comparado ao X-Men, Avatar, A Identidade Bourne, Salt, Sherlock Holmes, entre outros, mas consegue trazer a clássica pergunta: o Adilson está seguindo o plano dO Cabeça, o Adilson é um agente dO Cabeça ou o Adilson é O Cabeça?

Eu gosto muito do modo católico de adorar O Cabeça através de milhares de imagens, alguns se reportam ao momento histórico em que O Cabeça se fez passar por Agente e outros são ícones que vieram depois do Agente do Destino como Santa Tereza de Ávila, e são exemplos inspiradores. O Padre José sempre me ensinou que o verdeiro católico não é aquele que é devoto a esse ou aquele santo, mas sim o que repete o exemplo que eles deixaram. Paulo VI proclamou Teresa de Jesus como Doutora da Igreja, foi ela que lembrou do voto de pobreza nos monastérios e tentou resgatar tal prática no século XVI. Eu já não preciso fazer o voto de pobreza, tenho poucas roupas, moro num porão sem fogão, geladeira, armário, tenho um micro e uma conta no Blog da Selma. E consertar a Igreja não está nos meus planos, principalmente porque não tenho a menor ideia de como convencer o Papa Bento XVI a fazer a missa em aramaico da maneira como o Adilson reinvidica. E como também não sei como consertar o micro, escolhi a Santa Tereza para me socorrer, quando percebo que esses técnicos de araque só estão me enrolando.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

iTunes 10.5.2

Agora é possível comprar músicas e filmes pelo iTunes. Eu só não sei se o iTunes vai aceitar o cartão de crédito convencional, principalmente porque os produtos estão tabelados em dólares. O cartão de crédito internacional não é caro, eu pago R$ 2,50 por mês no banco Santander para utilizar a bandeira Visa.

Com muita paciência e perseverança, você pode conseguir músicas e filmes de forma gratuita na Internet, mas acredito que o iTunes vai desmotivar a prática da pirataria. Veja esse exemplo: o que é mais negócio, procurar "Quero Você" da Paula Fernandes com quatro horas de pesquisa pelo Google, ou pagar um dólar para o iTunes baixar uma cópia legalizada para você em menos de cinco minutos?

Para quem usa o iPhone, o iPad e o iPod, essa turma esperava mais do iTunes, que ela vendesse os games que fizeram desses aparelhos um campeão de vendas no mundo inteiro. Por imposição do Ministério da Justiça, a Apple ainda não pode vender games pelo iTunes, mas a venda de música e filmes pelo iTunes traz um novo alento no dia a dia das pessoas, agora não só para quem usa o computador, mas também para quem usa a televisão.

A Apple já tem um produto que conecta a televisão diretamente no iTunes, ele é chamado de Apple TV, tudo o que ele precisa é de uma porta HDMI no seu televisor e uma rede WiFi com banda larga decente. O meu Speedy é motivo de pranto e choro, mas pelo menos posso baixar algumas músicas. O produto ainda não está disponível no mercado brasileiro, mas graças ao Mercado Livre, o produto está cotado na faixa dos R$ 400,00, o que é muito caro. É possível que o Apple TV nem chegue oficialmente ao mercado brasileiro, mas esse é um aparelho inteligente, e um concorrente poderá inventar algo parecido que possa conectar o televisor diretamente à Internet, terminando aí a era dos computadores. Mas isso, quem decide é só o mercado e empresários que fazem um bom marketing como foi o histórico exemplo de Steve Jobs.

Eu sugiro você atualizar o seu iTunes ou baixar gratuitamente pelo portal da Apple para conhecer um dos produtos que mais encheu o bolso da Apple, ele é um programa super pesado, no começo você vai se irritar pelo tempo que ele leva para responder aos seus comandos, mas com o tempo, você acabará concordando que é um dos melhores aplicativos já inventados para o computador e que está prestes a ser um novo canal entre a sua TV e o camelódramo virtual da Apple.

Frank K Hosaka fhosaka@uol.com.br (11)8199-7091 Diadema-SP

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desenhando



Fluxo escuro





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Sem palavras


Atendendo a pedidos: nenhuma palavra




A vida em Marte

Nessa semana, o Dr Esio indicou um texto que fala da possibilidade de encontrar vida em Marte, pelo menos na forma de bactéria. A idéia é reunir o máximo de informações daquele planeta que sejam semelhantes às da Terra, e onde foi encontrado uma bactéria na Terra, provavelmente será possível encontrar uma bactéria naquele planeta.

Isso não parece simples. Nesse Blog, temos um colaborador que pensa no Papa de quarenta em quarenta minutos. Apesar de existir muitos outros blogs semelhantes, acho pouco provável que existe um outro Blog que tenha o mesmo colaborador com o perfil do Sr Joseph, ou o colaborador ou o Blog deixariam de existir.

O Sr Joseph sobrevive por aqui porque simplesmente ainda não sabemos como eliminar as bactérias.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O que é mc^2?

A equação mais comum que usamos no dia a dia é o somatório de a x b, quantidade vezes preço. É muito raro usar uma variável na forma de potência, o máximo que calculamos é a hipotenusa de uma porta, para ver se dá para passar um objeto de 3m numa porta que mede 1m x 2m.

A equação que mais uso no Blog e no Fórum é a seguinte:

Satisfação do Leitor = 1 / Número de Parágrafos, ou seja, quanto menos escrever, mais contente eu deixo o leitor.

Enfim, muito do que o professor de Matemática passou na sala de aula tem aplicações práticas. Imagine que você coloca o Adilson num prédio de 300m de altura, que ele tenha 120 kg, e sabendo que a força da gravidade é de 10 m/s^2, através da cinemática é possível calcular o tempo que sobra para o Adilson deixar a última mensagem nessa encarnação, depois dele gritar três vezes "Meu Deus, Meu Senhor, Não me abandone!"

Na última mensagem do Adilson, no entanto, ele pergunta qual a utilidade da equação de Einsten. Usando o exemplo anterior, temos os seguintes valores:

E = m.c^2

E = 120_kg x (10_m/s^2)^2

E = 12000 Kg x m^2 / s^4

Esse é um resultado bem difícil de entender. Se o Adilson levar um segundo para cair do prédio, ele vai aplicar a força de 12 toneladas numa área de 1 m^2. Mas se ele gastar 2 segundos, a força cai para 750 kg numa área de 1 m^2. Ou seja, quanto mais tempo o Adilson gastar para atingir o solo, menor será o impacto da sua queda na sarjeta.

Claro que essa equação é simplista demais, ele pressupõe que o Adilson começa com 120 kg a 300m de altura e termina com 120 kg na sarjeta. Nem toda massa é constante. O Adilson começaria com 120 kilos e terminaria com 90 kilos ou até zero, vai que ele desencarna antes dele chegar na sarjeta: nesse caso não teríamos nenhum impacto e nem a alegria de ouvir o Adilson espatifar no chão.

Ou seja, não sei para que serve a equação de Einstein, supostamente o pai da relatividade, entender os segundos de forma linear já é difícil, imagine elevado à quarta potência!

Blu-Ray: Velozes e Furiosos 5

Esse é o presente que eu gostaria de dar para a mãe do Diego, que faz aniversário hoje, de acordo com o Facebook. O filme tem comó pano de fundo o Rio de Janeiro, e três criminosos procurados nos Estados Unidos passam fome, frio e sede, e para sair dessa enrascada eles voltam a roubar carros que são transportados através de trem, mas o carro pertencia ao Ministro da Ética e Bons Costumes, o famoso Joseph Fambins. Revoltado, o Sr Joseph manda a CIA, a Interpol, a Polícia Federal, a Patrulha Rodoviária, a Guarda Municipal e todos os traficantes da Favela da Rocinha para cima dos criminosos. É um filme bastante corrido, cheio de curvas e motoristas que não têm CNH. Mas, o final é triste: o ministro é fuzilado, e assim só prevaleceu a impunidade.

Mas o filme traz uma bela lição: nem todo homem guarda o seu tesouro no coração, boa parte guarda no cofre!

Feliz Aniversário, Selma!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A desigualdade nas partes

Eu sei que o mundo vai muito além do horizonte do segundo parágrafo, mas eu não sou capaz de ler todo o texto do Robson; mesmo assim, apresento aqui o meu argumento de que nem tudo é igual.

Eu sei que o mundo vai muito além do horizonte do segundo parágrafo, mas eu não sou capaz de ler todo o texto do Robson; mesmo assim, apresento aqui o meu argumento de que nem tudo é igual.

Esses dois últimos parágrafos parecem iguais, mas não são. Um está encima e o outro está embaixo. Logo, através de uma simples crônica consigo provar a minha tese de que tudo é diferente, e eu acho difícil provar que tudo é igual, mesmo usando um texto de vários quilômetros como fez o Robson, mas mais difícil é encontrar um leitor com coragem para ler tudo aquilo, isso porque os textos são diferentes, os leitores são diferentes, e o leitor do Blog da Selma é o mesmo do UOL e do Terra: ninguém está procurando Deus, todos queremos tomar o lugar Dele e ser o centro do Blog e do Universo, mas eu uso alguns parágrafos já o Robson usa de vários parágrafos.

Isso tudo porque não somos iguais.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A igualdade de tudo no Todo

É tudo igual, acima, abaixo e entre nós.

Há duas maneiras pelas quais as leis naturais aplicadas às estruturas físicas tentam produzir a igualdade: a gravidade e a entropia.

A gravidade produz acumulação e, se não for detida, a aniquilação, como em buracos negros, estrelas de nêutrons ou em um possível Big-Crunch. A entropia tenta produzir a dispersão e a distribuição de tudo, de maneira mais igualitária e harmônica.

O equivalente social da gravidade são os sistemas que produzem desigualdade e acumulação desmedida. O equivalente social da entropia é a fraternidade. A entropia social é a civilização e a gravidade social a barbárie.

O nosso caminho, no entanto, pode ser enganoso. Assim como pessoas inescrupulosas se utilizaram e ainda se utilizam de religiões, do nome de Deus e do altruísmo para os sacrifícios humanos, guerras santas, genocídios e caças as bruxas, ou seja para a barbárie, outras pessoas também sem escrúpulos usaram à Justiça e a igualdade, sob o nome de socialismo, também para a prática de atos de barbárie.

Da mesma forma a revolução capitalista burguesa (francesa), defendendo liberdade, igualdade e fraternidade, pilhou e matou milhares de pessoas. Numa rápida observação da história da humanidade são encontrados inúmeros exemplos desta triste situação, exemplos estes que perduram até hoje em mais lugares do que se poderia desconfiar a princípio.

A pretexto da promoção e defesa da civilização, da igualdade e da fraternidade nós construímos sistemas para implantá-las e, através deles, foram geradas barbárie, iniquidade, egoísmo e morte.

Pessoas pertencentes a quase todas as religiões, crenças e ideologias tentaram erigir sistemas fundados na fraternidade, mas esqueceram que os construtores, e também os tijolos destas construções, são seres humanos, os quais, sem esclarecimento adequado, fizeram o que fizeram. E que o que fizeram não pode nem de longe ser classificado como fraternal.

Proponho outro sistema e fico tentado a propor como nome o fraternalismo, no qual se procuraria produzir a igualdade justa, ou seja, a que garanta a quem se esforça mais o produto de seu maior esforço, sem deixar de atender as necessidades mínimas (que não poderiam ser tão mínimas) para garantir uma vida digna a todos e a cada um de todos os seres humanos. Poderia ser também igualitarismo. Mas fico ainda com fraternalismo, em vista de gerar um entendimento mais abrangente e profundo do que se pretende.

Algumas pessoas, quando no comando de (quase todos os) sistemas erigidos sobre os conceitos da igualdade e da fraternidade, usurparam estes princípios para produzir, escudados neles, iniquidade, desigualdade, acumulação e egoísmo.

A isto proponho igualitarismo fraternal, ou simplesmente fraternalismo, o qual seria fundamentado na igualdade de direitos e de deveres, de acordo com a condição de cada um, o qual, no entanto, só pode ser implantado através da massificação do conhecimento, através de esclarecimento amplamente difundido a respeito de valores, princípios e critérios de Ética e Justiça.

O uso da força ou da violência para a implantação do sistema, como em uma revolução, dá uma clara indicação de que falta esclarecimento e de que a probabilidade do sistema ser distorcido e degenerado será grande, pois ficará difícil controlar o novo monstro depois que ele matou uma vez e sentiu o gosto do poder absoluto.

É evidente que pode ocorrer que um sistema extremamente concentrador de renda e poder, inclusive militar, tenha de ser convencido de maneira mais enérgica a retirar-se do cenário político e administrativo (talvez como aconteceu na Romênia de Ceausescu). Mas seria preferível que pudesse ser feito de maneira mais civilizada.

É evidente que pessoas mais ambiciosas, no afã de obterem ganhos maiores, desenvolvem e gerenciam seus negócios de maneira muito mais dedicada e cuidadosa, produzindo riquezas que acabam sendo também sendo de proveito para os menos ambiciosos.

Isto pode e frequentemente leva muitas pessoas a considerarem o capitalismo como mais apto a produzir e distribuir riquezas. Ele realmente gera e distribui riquezas mas aniquila ou deforma as estruturas que atrai com seu poder da mesma maneira que a gravidade de um buraco negro o faz com tudo o que se aproxima dele, além de influenciar muito negativamente nas vizinhanças.

Nações que se especializaram em acumular, só podem acumular tanto pela "desacumulação" de outros povos, de modo que um sistema que produza estas distorções não pode ser considerado igualitário, ético ou justo. E nem fraternal.

E o que não é fraternal não atenderia ao que considero o sentido de nossa existência neste mundo (ver item dedicado a este tema), ou seja, estaremos, no mínimo, perdendo tempo, perdendo esta vida.

Fiquem em paz e sejam felizes.

Um aprendiz
Paz, saúde e felicidade à todos
Apenas a Verdade prevalecerá

O Sentido da Vida

"O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros."      Péricles

Muito tem se falado a respeito de qual seria o sentido de nossas vidas. Muitos dizem que só Deus o sabe. Do que não posso discordar, uma vez que, no meu ponto de vista, a Verdade é o que Deus sabe que é verdadeiro. Este nível de conhecimento da verdade, a verdade absoluta, não nos é disponível e, no meu entendimento, devemos nos contentar com o conhecimento de verdades objetivas, quando possível.

Em função disto, no caso do sentido da vida, aparenta-me que para tentar defini-lo havemos de levar em consideração o que seriam os atributos de Deus, o portador da verdade absoluta, e, com uma ideia mais fundamentada de qual seriam estes atributos, procurar ouvir a Razão e tentar deduzir o que poderia ser logicamente considerado o que Deus espera de nós.
Alguns podem estranhar que eu dê primazia e ouvidos à Razão e não aos nossos instintos ou sentimentos (normalmente dar ouvidos aos nossos instintos é chamado de “ser você mesmo” e ouvir os nossos sentimentos é denominado de “ouvir o seu coração”,  pomposas maneiras de fazer a apologia de ações irracionais, irrefletidas e egocêntricas, cujas consequências dificil
mente deixam de ser doloridas).

Entendo no entanto que, é tão evidente a igualdade entre o Certo e a Razão, que dizemos “você está certo” ou “você está com a razão” em idênticas condições e com idêntica intenção. Se, quando eu falo “você está certo”, eu produzo o mesmo efeito de quando eu falo “você está com a razão”, então, sendo os efeitos idênticos, as causas também são. Logo posso afirmar a identidade intrínseca entre os termos “certo” e “com a razão”, de modo que não tenho como considerar sensato fundamentar as minhas proposições e análises em qualquer outra coisa que não seja a Razão. Pois é o certo.

Desta maneira, se temos um ser que é o máximo, este ser há de ser o máximo em perfeição, e não em imperfeição. Ou não seria o máximo. De modo que podemos afirmar logicamente que o sentido da vida jamais poderá ser causar sofrimento aos demais seres vivos e principalmente aos demais seres humanos, pois o atributo supremo, a Ética o proíbe (não é o que gostaríamos que nos ocorresse).

O que poderia ser o sentido da vida pode ser considerado ainda incerto, pelo menos por enquanto mas, o que certamente não o é, podemos afirmar com certeza que sabemos. E sabemos que causar dor e sofrimento aos demais não pode ser jamais o sentido da vida.

Ele pode ser procurado na posição contrária, nas coisas que nos distanciam do que com certeza não é o sentido da vida. Então, se não fazemos mal, se não causamos sofrimento, já estaremos em uma situação melhor. Se, além de procurar não causar sofrimento, não fazemos o que não gostaríamos que nos fizessem, estaremos mais distantes do não-sentido e mais próximos do sentido da vida.

E se, além de procuramos não causar sofrimento e não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem, também passássemos a fazer as coisas e a tratar aos outros da maneira que gostamos ou que gostaríamos de ser tratados, estaríamos muito mais distantes ainda do não-sentido e, consequentemente, muito mais próximos do real sentido da vida. Se conseguirmos realmente tratar aos demais como se eles fossem nós mesmos, como se o outro fosse cada um de nós, acredito que estaríamos muito mais próximos ao que daria sentido à vida.

Tratar bem, no entanto, não quer dizer fazer todas as vontades, permitir todos os excessos, não impedir que faça besteiras, cometa erros ou viva uma vida fútil, vazia e voltada apenas para questões estéticas, de prazer (hedonistas), de mesmices e banalidades.

Os pais e mães de todo o Todo sabem isso muito bem. E muitas vezes temos de tomar medidas enérgicas para impedir a má formação de nossos filhos e as consequências desta má formação. E com eles somos enérgicos sem a menor preocupação com a popularidade das atitudes tomadas porque gostamos deles.

Apesar de gostarmos deles, nós os contrariamos sem a menor cerimônia, remorso ou sentimento de culpa. E ainda, em situações da vida em que já passamos a ter mais clareza a respeito da realidade e percebemos os erros que cometemos, muitas vezes reclamamos de pais, amigos e de outras pessoas: mas por que você me deixou fazer aquilo?

Então, pelo fato de gostarmos e de tratarmos os demais como se fôssemos todos o mesmo ser, o mesmo “eu”, não teremos portanto de simplesmente fazer as vontades dos outros indivíduos ou de não tomarmos as precauções necessárias quanto a pessoas às quais não conhecemos adequadamente.

E o que consideraríamos coisas boas ou coisas ruins? Podemos usar, para começar, o que gostaríamos ou não que nos fizessem como parâmetro. É claro que há diferenças imensas de gostos e de preferências devido a uma infinidade de fatores, mas podemos e vamos começar pelo que ninguém gostaria que lhes fizessem: ser roubado, ser morto, ser enganado, ser traído, ser entorpecido ou drogado (neste ponto há que se considerar o que a pessoa não quer enquanto lúcida e não dependente deste tipo de substância), ser ferido, ser destratado, ser humilhado, ser explorado, ser violentado.

Enfim, ninguém quer sofrer. Então não se faça nada desta lista e nem dos seus derivados e correlatos que certamente não seremos maus, não causaremos sofrimento à imensa maioria das pessoas. Haverão ainda algumas pessoas, poucas, mas haverão, que sofrerão por questões menores, ligadas a desejos e vaidades ligados às nossas ações. Há que se tentar ter sensibilidade e uma boa dose de paciência e de boa vontade para com elas.

Mas há limites, no entanto. Não podemos, não devemos e não vamos abdicar de viver nossa própria vida e de alguns princípios básicos devido a estas pessoas mais sensíveis ou intransigentes. Há que se pensar também, sem egoísmo ou egocentrismo, nos nossos anseios, em nossos princípios e no sofrimento que teríamos ou causaríamos a terceiros caso deixássemos de fazer certas coisas para tentar satisfazer a todos os anseios e vontades de algumas pessoas.

Não se pode agradar a todos. Nem Deus é considerado suficientemente bom por todos. Logo, não tentemos. Mesmo. Ou tentemos, se assim o desejarmos, mas entendamos que há, e usemos de, limites. Os quais podem, como tudo na vida, ter um pouco de flexibilidade em função de ocasião, situação ou circunstâncias diversas. Mas além de certo ponto, firmeza é fundamental.

E uma vez definido o que não devemos fazer, podemos tentar pensar no que devemos fazer. Ora, o que gostaríamos que nos fizessem ou como gostaríamos de ser tratados. Coloquemo-nos no lugar do outro e o tratemos olhando ou pensando nele como se estivéssemos olhando ou pensando em nós mesmos. Tratemo-lo como trataríamos a nós mesmos, em outras palavras.

Mas como o outro não é igual a cada um de nós (e nem nós o somos), pode ser que ele se torne um tanto abusado e passe a aproveitar da sua benevolência. Bem, sem ressentimentos. Entenda que há níveis de consciência dentro dele ainda não tão evoluídos que podem estar no comando, assim como nós temos também, porém já aprendemos a controlá-los melhor na maior parte do tempo e ele ainda não.

Ou seja, ele não é tão diferente assim de você (e de mim). Porém vai chegar lá, mais dia menos dia. Sem mágoa ou rancor, aprendamos a estabelecer limites também para o que fazer, assim como já tratamos antes dos limites para o que não fazer. E lembre-se, sem ressentimentos. Pois tudo o que fizermos a outro, estaremos na verdade fazendo a nós mesmos. E tudo o que o outro fizer conosco, estará na verdade fazendo com ele mesmo.

Um imenso perigo que pode resultar desta maneira de pensar, no entanto, é a acomodação e a subserviência, a apatia e a omissão. Pois quem não combate o mal ordena que ele se faça, como bem teria dito Leonardo da Vinci. E não é esta a ideia.

Se o outro mostra-se folgado, desrespeitoso, desonesto, cruel ou perverso, é um imenso erro não mover-se contra isto. Pois a impunidade incentiva a prática de atos inadequados e leva a pessoa a uma posição cada vez pior em termos éticos. E certamente não é isto o que gostaríamos que nos acontecesse, isto é, não gostaríamos de sermos deixados caminhando em direção à marginalidade, às trevas, ao abismo.

Podemos portanto parecer bonzinhos ao permitir que outros nos desrespeitem, mas estaremos sendo perversos, pois o outro seguirá errando cada vez mais. Desta maneira há que ser buscado o equilíbrio, de modo a produzir um conjunto de posturas, atitudes e ações que sejam de compreensão, tolerância, interesse, misericórdia, compaixão e espírito fraternal, sem deixarmos de ser firmes e sérios, sem abdicar de nossa individualidade e de nossos princípios. Sendo bons mas não bobos, sendo justos e não justiceiros ou injustiçados. Sem violência, mas sem tibieza.

A regra de ouro de tantas religiões e filosofias, que pede que tratemos ao próximo com a nós mesmos, resume magnificamente a questão. E o sentido da vida é procurar melhorar-nos de maneira a podermos seguir esta regra.

E realmente a seguirmos de fato, com pensamentos, intenções, planos e, principalmente, atitudes, atos, ações. Ou seja, deixarmos a eterna questão do ser ou ter para privilegiar o FAZER. E como é muito mais fácil dizer do que fazer isto, estou tentando transmitir e tornar pública uma maneira de irmos nos tornando aptos, capazes de irmos, aos poucos, alterando o nosso padrão mental para possibilitar também a alteração das atitudes.

E serão mudanças rápidas, de uma hora para outra, da noite para o dia? Provavelmente não, na maioria dos casos. Mas sem a mudança na atitude mental, sem a mudança nas intenções, sem a mudança dos desejos e das perspectivas será impossível, ou extremamente improvável, a alteração das atitudes, posturas e ações.

Como anteriormente escrevi, considero que um ser com supremos e elevados atributos certamente terá também supremos e elevados princípios éticos.  E o que um ser com estas características esperaria de todos os demais? No meu ponto de vista, que nós deveríamos ser o mais próximos dele, o quanto for-nos possível.

Ou seja, que tivéssemos as características éticas mais próximas possíveis das d’Ele, evidentemente dentro do que a nossa frágil e limitada natureza nos permite. E quais seriam estes atributos éticos? Seriam aqueles atributos que virtualmente todas as religiões e filosofias fornecem a Ele: compreensivo, bondoso, benevolente, tolerante, cuidadoso, paciente, zeloso, misericordioso, compassivo, caridoso, generoso, amoroso, clemente e Justo, dentre outros.

Desta maneira, entendo que o que Deus espera de nós seja que procuremos ser o mais parecidos que pudermos ser com Ele, ou seja, que tentemos ter os atributos que nós lhe conferimos, na medida de nossas limitações e possibilidades. Pois por limitados que sejamos em potência, extensão e inteligência, que seriam atributos “físicos”, não há uma limitação tão grande na parte ética, ou seja, ainda que sejamos muito pequenos diante de Deus, podemos procurar ir nos aprimorando eticamente de modo a não necessitarmos de mais aprendermos a lições que aqui viemos aprender.

Ignorar que nossa existência neste planeta é para que aprendamos a tratar bem aos outros é o nosso maior problema, talvez o único. Todos os males que nos afligem vem disto, como consequência direta e implacável de nossas ações (e omissões) equivocadas, tanto pelo desconhecimento quanto pela vã esperança de que poderemos subornar a Deus com presentes e com elogios à sua bondade e grandeza, enquanto continuamos a ser maus e pequenos, ou seja, não tratando aos demais como gostamos ou gostaríamos de ser tratados.

Eu realmente não consigo entender como é que algumas pessoas conseguem acreditar que estarão agradando a um Deus que eles consideram Bondoso sendo maus, Misericordioso sendo implacáveis, Compassivo sendo cruéis, Tolerante sendo intolerantes, Paciente sendo impacientes, Gentil sendo grosseiros, Zeloso sendo desinteressados, ou Amável sendo estúpidos.

E Inteligente, sendo burros o suficiente para acreditar que o ser mais poderoso de todos os universos precisa deles exatamente para fazer o serviço sujo, matando, roubando, explodindo, violentado, escravizando, oprimindo, desrespeitando e maltratando a todos os que não concordam com a sua interpretação pessoal da verdade, a qual efetivamente só Deus conhece.

Em vista do acima exposto, considero que a razão da nossa existência neste planeta e neste plano, ou o sentido e o propósito da vida, como dizem alguns, é:

Item 1 (fundamental e único) - Aprender a tratar bem aos outros seres humanos (e efetivamente fazê-lo). Complementarmente estender este tratamento aos demais seres. [fazer]Tratar bem aos outros é, na minha opinião, dar ao outro o mesmo respeito e o tratamento que exigimos ou gostamos para nós mesmos sem que o outro nos exija ou sequer nos peça, respeitando os limites de cada um.

Para tentar simplificar as coisas, podemos nos fazer algumas perguntas: como eu trataria meus filhos? Ou meus pais? Ou ainda, se eu visse alguém fazendo o que eu estou fazendo, o que eu acharia disto?

Ou então, se eu ou meus filhos ou meus pais e avós estivéssemos sendo tratados da maneira que eu estou tratando aos demais, eu consideraria que estaríamos sendo bem tratados?

As atitudes abaixo listadas complementam e auxiliam-nos a cumprir o objetivo-fim de nossa existência, acima descrito.

1a - Promover o bem comum e a justiça. [fazer]Para todos os propósitos práticos, penso que devemos cuidar dos nossos interesses e promover a justiça como se Deus não existisse, sabendo, no entanto, que Ele existe e que sua Justiça não falhará, o que acredito que será, na maioria dos casos, suficiente para manter as pessoas de boa vontade no caminho do bem e da virtude.

A busca e a luta pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade universais fazem parte inseparável disto. Já para as pessoas de má vontade ou profundamente equivocadas, ação séria, firme e decidida. Sem exageros. Mas sem vacilar ou titubear.

1b -Transmitir valores elevados (educar, esclarecer) aos outros e principalmente à nova geração. [fazer]Procurar transmitir à nova geração e à maior quantidade possível de pessoas o respeito ao valores que levem a humanidade ao progresso material e espiritual, ao bem estar, à liberdade individual e coletiva responsáveis e ao compromisso com o Justo, o Bom e o Belo. (fazer)

1c - Investigar a realidade (esclarecer-se) procurando respostas e explicações plausíveis para os grandes mistérios da vida. [fazer]
Isto além de nos manter com a mente sempre aberta e nos tirar da ingenuidade e credulidade em que se acredita em qualquer coisa sem provas e sem critérios de avaliação, nos previne razoavelmente contra tentativas de outras pessoas nos levarem a fazer o que eles querem sob as mais diversas alegações. Deverá nos dar condição de verificar a plausibilidade, a coerência e a confiabilidade dos que nos é apresentado para que não entremos tão facilmente assim em engodos.

 Observações:

É bastante emblemático que todas as quatro razões que considero ao mesmo tempo primordiais e últimas de nossa existência neste planeta e neste plano sejam representantes do “fazer”, que é o que é verificado pela lei da causa e efeito, e nenhuma seja representante do “ser”. E muito menos do “ter”.

Isto deve ser suficientemente sugestivo quanto ao que, na minha opinião, deve ser privilegiado e ao que pode ser negligenciado em nossa existência, seja em que plano for. E principalmente neste.

Alguns poderão considerar que a investigação da realidade visando o esclarecimento nos leva a “ser” pessoas mais elevadas e evoluídas, o que levaria a constatação de que o “ser” está representado pelo menos neste caso. No meu ponto de vista, ao efetivamente colocarmos em pratica estes quatro itens sempre nos tornaremos pessoas melhores e com isto na verdade todos os quatro itens representam o que devemos “fazer” para SERmos efetivamente seres com mais valor em questões essenciais, isto é, que são levadas em consideração na nossa avaliação pelo único ser que verdadeiramente importa, Deus.

Quanto ao “ter”, acredito que não necessitamos nos preocupar por enquanto com isto. Apesar de ser a mim evidente que não podemos nos descuidar de procurar obter os recursos materiais indispensáveis e necessários à nossa subsistência digna e a dos nossos (pois como disse o Einstein, o simples fato de termos estômago já nos condena a correr atrás de dinheiro), o bem essencial e fundamental da vida, que a maioria concorda que é a felicidade, fatalmente será alcançado se colocarmos em prática de maneira efetiva e eficiente os referidos procedimentos.

E quem tem a própria felicidade resolveu de maneira definitiva a questão do “ter”, mesmo sem ter nenhum bem material. Alguns ainda poderão questionar, mas como ser feliz sem ter nada? Para começar, quem tem a felicidade, tem alguma coisa (e a mais procurada).

Portanto não pode ser afirmado que não tem nada. Se a questão for mais específica e for a respeito de bens materiais, ela já foi, na minha opinião, respondida quando observei que devemos procurar obter os meios necessários à nossa subsistência e a dos nossos.

Talvez ainda sobre alguma dúvida, pois pode ocorrer, com frequência maior do que gostaríamos, que pessoas menos honestas tenham vantagem em relação a pessoas mais honestas e preocupadas com a justiça, o respeito e aos direitos dos demais, em um mundo competitivo como o nosso, obtendo para si e para os seus mais e melhores recursos para ser alcançada a felicidade.

Temo que neste caso, ao menos de maneira aparente e transitória, a objeção seja válida. E digo aparentemente porque a obtenção de mais e melhores recursos para se obter a suposta felicidade para si e para os seus garante apenas condições para que se “ter” coisas, o que, isoladamente apenas, e levada a cabo de maneira egocêntrica, egoísta, frívola, fútil e banal não me aparenta ter capacidade de tornar alguém efetivamente feliz.

E se ainda conseguir aparentar felicidade e alegria nesta vida pelo menos, terá a avaliação da Lei de Causa e Efeito a cobrar-lhe a conta das injustiças e desrespeitos a que tiver recorrido para obTER tais recursos, da mesma maneira que a omissão e descaso para com a sorte dos demais no uso e usufruto dos mesmos, o que fatalmente não vai fazê-lo feliz. Pelo menos até que tenha aprendido a tratar bem aos outros seres humanos. No mínimo.

Creio também ser importante observar que, se considerarmos que a ignorância é a única e real causa, razão e raiz de todos os males que o ser humano enfrenta, o combate à mesma, através do esclarecimento deve ser, portanto o que produzirá mais efeitos positivos e de maneira mais eficiente, tornando-se assim a mais importante e elevada tarefa a que possamos nos dedicar para promover o bem comum.

Com o intuito de evitar lamentáveis e perigosíssimos mal entendidos, considero ser extremamente importante salientar que as tentativas de eliminação ou de diminuição da ignorância deverão ser feitas exclusivamente através de esclarecimento e não da eliminação ou da opressão daqueles a quem se considere mais ignorantes ou equivocados.

Os meios a serem utilizados deverão ser tão nobres quanto as causas alegadas e creio que a aplicação de esforços expressos nos quatro itens acima descritos como razões da existência humana se enquadra de maneira bastante adequada a este objetivo.

Ressalvo também que os itens complementares (1a, 1b e 1c) são apenas maneiras nos qualificarmos ou auxiliarmos aos demais a se qualificarem para que o único item fundamental possa ser executado com eficiência. Sem ele, OU SEJA, SEM TRATAR BEM AOS OUTROS, todo o restante não adianta ABSOLUTAMENTE NADA.

Observe-se também que a ordem em que foram escritas indicam, sugestivamente, a ordem a meu ver natural de evolução para quem esteja iniciando o caminho e ainda não tenha a clareza proporcionada pela investigação um pouco mais profunda da realidade.

Em primeiro lugar entendo que devamos procurar tratar bem aos outros, mesmo sem saber ou entender o porquê. Em seguida tentar promover o bem comum e a Justiça, sabendo ou não o motivo. Mais a frente, podendo ser feito simultaneamente com o segundo item, podemos transmitir valores elevados aos outros (muitas vezes o exemplo já é suficiente) e finalmente procurar as explicações ou a iluminação.

Isto, no entanto, de maneira alguma implica que cada um não de nós não possa fazer o seu melhor, da melhor maneira que conseguirmos. Na prática pode ocorrer alguma dificuldade em executar os três primeiros itens de maneira mais eficiente sem o conhecimento proporcionado pelo último.

Mas é melhor irmos tentando fazer o nosso melhor, mesmo não entendendo exatamente como e nem porque, enquanto procuramos nos esclarecer, do que esperarmos a clareza suficiente para saber os porquês e ficarmos na indiferença, na inação, na apatia e na omissão, as quais serão, no meu humilde ponto de vista, tão cobradas quanto as ações negativas.

Uma outra  maneira de ver esta questão seria através da análise do que as pessoas em geral afirmam a respeito dela, considerando a Deus como existente ou não. O que geralmente as pessoas (eu mesmo já o fiz) nos respondem sobre qual seria o sentido da vida, é que ele residiria em “alcançar a felicidade, não importando como”, não corresponde a nenhum dos itens que eu depois enumerei como sendo o que considero ter mais chance de estarem próximos da verdade.

Pois, aparentemente, ser feliz não pode ser considerado nem tratar bem aos outros, nem promover o bem comum e a justiça, nem transmitir valores elevados aos outros e nem investigar a realidade. Isto pode ainda parecer mais contraditório porque aponto como o direito primordial de todo e cada um de todos os seres humanos “os meios e recursos para alcançar a felicidade” (há a intenção de postar texto específico).

Há neste caso uma falsa contradição, pois se trata de dois assuntos que têm ligação e são associados, mas que são efetivamente distintos, cada qual versando sobre um assunto que considero fundamental: um trata do direito fundamental e principal e o outro trata do sentido também fundamental e principal desta vida.

A ligação entre eles é que a efetiva prática do conjunto das ações que, no meu modo de ver, correspondem ao sentido da vida humana é o que efetivamente permite, auxilia, propicia (ou pelo menos não atrapalha) a possibilidade do maior número possível de pessoas alcançar a felicidade.

Em resumo poderíamos dizer então que o sentido desta vida residiria no conjunto de práticas e ações que sejam capazes de possibilitar a felicidade geral, sem ferir a direitos fundamentais de ninguém (nem os nossos).

É claro que alguns podem interpretar esta proposta de maneira inconsequente, irreverente, leviana ou até mesmo irresponsável. Se atentarmos bem ao texto, no entanto, este tipo tendencioso e casuísta de interpretação fica virtualmente eliminado quando se fala de “felicidade geral, sem ferir a direitos fundamentais de ninguém”.

Assim, não percebo nenhuma contradição entre o sentido fundamental da vida e o direito também fundamental desta, mas, sim, associação e complementaridade, de modo a procurarmos combinar o conhecimento do que seria, no meu ponto de vida, um pequeno conjunto de verdades objetivas, do sentido da vida e dos direitos fundamentais de todos e de cada um de todos os seres humanos e, em função de uma base mais estável, tentar produzir princípios e normas de conduta solidamente alicerçadas neles, com vistas a procurarmos mudar inicialmente as pessoas e depois as suas obras, pois o contrário tem sido tentado há milênios, com os péssimos resultados que conhecemos.

Alguns podem fazer a mudança com mais velocidade e outros podem levar mais tempo. Mas o interessante é a existência de um conjunto de princípios e valores estáveis e com validade universal, derivados da Razão, que possam servir de modelo e de base para a necessária mudança na maneira das pessoas pensarem e gerarem seus critérios e normas de conduta.

Mesmo que não sejam estes, mesmo que estes sejam apenas uma tentativa, uma proposta, uma contribuição à discussão com vistas às absolutamente necessárias mudanças de mentalidade dos seres racionais deste planeta. Mesmo que as mudanças sejam tímidas nos estágios iniciais, elas são absolutamente necessárias. Mas hão de começar. E logo.

Aparenta-me que é urgente uma guinada, no sentido de passarmos a ter uma vida com posturas e atitudes elevadas e virtuosas, com uma vida a mais “politicamente correta” possível.

Seria uma vida com a intenção de sermos o mais tolerantes, ecléticos, humildes, misericordiosos e caridosos que nos for possível para cada idade, condição ou situação.

Seria como aquela frase da oração atribuída a São Francisco de Assis, “fazei que eu PROCURE MAIS ...”, ou seja, não há a exigência de sermos perfeitos mas há a procura da melhoria contínua, tão em moda em nossos dias, sem nos exigir o que não podemos ser naquele momento e sem deixarmos de procurar não apenas sermos melhores, como também, cada vez melhores. Se possível. Para aquele momento. E para aquela situação.

Isto não quer dizer que seríamos passivos e incapazes de tomarmos posições e atitudes enérgicas ou emergenciais quando a situação assim o pedir ou exigir. Seria uma linha mestra, uma diretriz básica, uma linha de atuação a ser seguida dentro das nossas possibilidades. Respeitando as situações, condições e peculiaridades de cada momento. Sem exigências absurdas, sem renunciar a uma vida completa, sem culpa e sem medo de ser feliz.

De certa maneira, pode-se unir as partes com o todo e dizer simplesmente que o sentido da vida está em proporcionar idênticas oportunidades de felicidade a todos e a cada um de todos os seres humanos (ou racionais, da melhor maneira estendido as demais formas de vida, principalmente as conscientes), através da adoção das posturas mais acima explicitadas.

Enquanto uma sociedade não fizer desta a sua finalidade quase exclusiva, será uma sociedade de bárbaros e não poderá ser considerada uma civilização, por insipiente que seja.

Outro detalhe que me chama a atenção é o péssimo costume que temos de colocar a culpa de tudo o que nos acontece nos outros. Pois se consideramos a Deus como maximamente Justo, então não podemos escapar à conclusão de que, se estamos neste mundo imperfeito e cheio de sofrimento, então somos imperfeitos e causamos muito sofrimento a outros seres. Ou não estaríamos aqui.

Assim, afirmo, postulando por enquanto, que o auto-conhecimento, o conhecimento e o saber, apenas alcançáveis através da investigação filosófica, constituem o primeiro degrau na busca do sentido da vida.

Entretanto tal procedimento ou feito torna-se extremamente difícil em função de uma série enorme de dificuldades e ainda (em e muitos casos principalmente) das distrações geradas pela banalização e pelo consumismo que nos são impostos pela mídia.

Nos anestesiamos através de mil subterfúgios: televisão, música, religiões, cultura, trabalhos, leitura, sonhos de consumo, viagens, esportes, gastronomia, namorar, orgias, baladas, ideais, ideologias, drogas, álcool, fumo, chocolate, roupas, shoppings, coleções (de selos, moedas, etc.), montagem de quebra-cabeças, palavras cruzadas e mais uma infinidade de atividades, qualquer coisa para passar o tempo sem termos de pensar.

A maioria destas atividades não é realmente um problema em si, mas o exagero em uma delas ou do conjunto delas de maneira a não sobrar tempo (e nem energia) para nos aprimorarmos enquanto seres humanos.

Algumas delas são executadas com desprendimento e altruísmo, o que, temos de admitir e até declararmos ser muito provavelmente, na imensa maioria dos casos, preferível ao auto-desenvolvimento, pois, a pessoa nesta condição, pratica o “fazer” e não o “ser” ou o “ter”, sendo estes últimos, na minha modesta opinião, inferiores ao primeiro enquanto atitude e enquanto sentido da existência.

O “fazer” só seria inferior aos conjuntos “saber-ser-fazer”, “saber-fazer” ou “ser-fazer”. Ou seja, mais vale quem faz o certo, sem ser melhor e sem saber porque do que quem é bom, sabe muito, e não faz o certo.

Estamos, nesta existência, para aprender a tratar bem aos outros. Esta é a essência, o verdadeiro sentido da vida. O restante é acessório, tempero, que não deve ser menosprezado ou muito menos desprezado.

E tratar bem aos outros não quer dizer que devamos ser “bonzinhos”: devemos ser bons e justos. As pessoas não querem que sintamos pena delas e sim que as respeitemos. Querem respeito e dignidade.

Assim, as sociedades, comunidades, grupos e pessoas são por mim avaliadas e classificadas pela maneira que tratam outras sociedades, comunidades, grupos e pessoas.  Se tratam bem, são evoluídas. Se não tratam bem, necessitam de evolução. Ponto. A quantidade de evolução necessária depende do quanto tratam não-bem aos demais.

Esta, como acabei de dizer, é a maneira como eu avalio, ou seja, é algo individual portanto. Só que, como esta maneira de avaliar é decorrente da maneira como creio que somos avaliados por Deus, como esta maneira é, na minha opinião, o que verifica se estamos conseguindo cumprir de modo adequado, eficiente ou eficaz o único item pelo qual nossa existência é avaliada, como esta seria praticamente a única razão da nossa existência terrena, talvez fosse uma boa ideia levar um pouco mais em consideração o modo como tratamos os outros.

Ou poderemos estar, no mínimo, desperdiçando a vida. Lembro mais uma vez que ser bonzinho, isto é, não impor limites, gerando com isto condições para a degradação ética e moral, não é tratar bem. Isto fica bem claro quando nos lembramos da maneira como educamos nossos filhos: nós lhes impomos limites para que não se percam ao mesmo tempo que os instruímos, educamos e preparamos para uma vida adulta responsável.

Isto é tratar bem. Não importa se amamos, gostamos ou apreciamos aos outros. Apenas os tratemos bem. Há sentimentos que muito dificilmente serão possíveis de ser controlados por todos o tempo todo. Pois há, em nossas mentes, níveis de consciências muito antigos, incompreensíveis, incontroláveis.

Não há como a maioria das pessoas controlar estas consciências menos evoluídas, as quais tem medos, anseios, neuroses e sentimentos característicos de nossos ancestrais mais primitivos. Não sejamos escravos de instintos e sentimentos. Sejamos observadores e ouvintes da Razão.

Muitos ainda dizem que caridade, ou a prática do dar, pode ser o sentido da vida. A ação caridosa realmente beneficia quem a recebe mas, só ela, pode ser apenas um alívio para a consciência. Então a caridade, principalmente a que doa recursos materiais, não pode encerrar a nossa responsabilidade e o sentido da vida. Sei que enquanto não ensinamos a pescar temos de dar o peixe mas, é necessário também que se ensine a criar o peixe de maneira sustentável, e não apenas pescá-lo.
Há muita distração, há muitos ruídos, há muitos estímulos a nos exigir atenção, há muitas necessidades, desejos, ignorância, questões intrigantes, desafios, a tirar-nos a atenção da insustentabilidade da existência. Os que procuram explicações e o sentido da vida são ridicularizados por pessoas distraídas, absortas, que se encantam tanto com tantos detalhes, necessidades, planos, sonhos vãos, que não se apercebem da armadilha, da ilusão em que vivemos todos (incluo-me). E, pensando bem, puxa vida, se o sentido da vida é o prazer, o bem estar, o poder, para que intelecto?

Bom é quem faz o bem. E mau é quem faz o mal. E o que é fazer o bem? É tudo o que gera bem estar, alegria, prazer, orgulho, satisfação, felicidade enfim, a alguém, de maneira responsável e respeitosa.

E o que é fazer o mal? É tudo o que gera sofrimento, dor, mal estar, constrangimento, vergonha, insatisfação, infelicidade enfim, a alguém, de maneira irresponsável ou desrespeitosa para com seus legítimos direitos.

Há, claro, questões sutis o suficiente para nos deixarem em dúvida, assim como, evidentemente, a impossibilidade prática de se agradar a todos, além de questões que serão consideradas de agrado geral ou não na dependência e de acordo com o local e a época em que forem consideradas.

Para todas, as sutis e as não sutis, há a necessidade de termos em mente se o que nós estamos considerando fazer o bem seria também considerado fazer o bem pelo Criador.

Pode ser que todas estas dúvidas jamais sejam suficientemente esclarecidas de modo que fique claro a todos simultaneamente mas, basicamente, podemos já afirmar que, a princípio, quem não causa sofrimento, dor, injustiça, mau estar, constrangimento, vergonha, insatisfação, infelicidade enfim, não está fazendo o mal.

Pode não agradar a todos, pode não ser este o motivo pelo qual o Criador nos colocou aqui, mas já não estaremos fazendo o mal (se bem que a indiferença com o sofrimento alheio evitável, e mesmo a falta de compaixão e empatia, certamente serão antiéticas e até cruéis).

Fiquem em paz e sejam felizes.

Um aprendiz
Apenas a Verdade prevalecerá